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Defesa de Suzane insiste em aliviar a pena da psicopata A defesa de Suzane Richthofen, condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais em outubro de 2002, está tentando agora reduzir a pena da condenada e diz que vai pedir absolvição pela morte do pai, Manfred von Richthofen. Manfred e Marísia foram mortos enquanto dormiam, a golpes de barras de ferro desferidas pelo ex-namorado de Suzane Daniel Cravinhos, e pelo irmão dele, Cristian, com o consentimento e planejamento dela. “Nunca tinha visto tanta brutalidade num crime e, mesmo continuando a trabalhar na homicídios até hoje, nunca vi nada igual. Tinha sangue até nas paredes”. A afirmação é da advogada Cíntia Tucunduva, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que presidiu o inquérito da morte do casal durante o julgamento dos assassinos. Ela criticou o comportamento de Suzane e Daniel quando chegaram a delegacia após o crime. “Eles ficaram se abraçando, beijando, depois de terem recebido uma noticia tão horrível”, diz. Ainda de acordo com a delegada, outro dos tantos momentos de frieza de Suzane e dos irmãos Cravinhos teria sido quando ela retornou à casa onde aconteceu o assassinato para colher novos depoimentos. “Fui até à casa deles e ficamos esperando, eles demoraram. Estavam todos na piscina. Ela estava se recompondo”. Em seu depoimento ao júri, o irmão de Suzane, Andreas, disse que logo após o crime visitou a irmã na prisão e a perdoou. Depois, com o passar do tempo “a ficha foi caindo” e diz voltou atrás, pois percebeu que ela era culpada. “Dizem que ela é psicopata. Eu não sei. Mas de uma pessoa assim a gente pode esperar qualquer coisa”, afirmou o irmão. Daniel Cravinhos teve a mesma pena que Suzane, e o irmão dele, Cristian, foi condenado a 38 anos e seis meses. Todos em regime fechado. JOSI SOUSA |