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Mesmo tendo cessado a onda de assassinatos de agentes penitenciários na última semana, os problemas enfrentados pela categoria no exercício da profissão continuam críticos, segundo os sindicatos ligados aos agentes. O diretor do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), José Manoel Leite, aponta a falta de pulso firme, nos últimos anos, por parte do secretário do ex-governador Geraldo Alckmin como a causa do problema. “O próprio Nagashi (Furokawa) disse que o objetivo da sua gestão não era a disciplina”, diz. Tal postura, de acordo com ele, fragilizou o servidor. “O funcionário fica sem autonomia, sem condições de trabalhar”, afirma. Na semana passada os agentes denunciaram várias irregularidades que estariam sendo praticadas dentro dos presídios. Permissão para que líderes do PCC escolham o local para onde querem que os presos ligados à facção sejam transferidos, superfaturamento de preços e apropriação da verba destinada a compra de material de limpeza para os detentos, são parte das denúncias. Além disso, os diretores estariam ainda reduzindo o castigo imposto aos detentos que infringiram as regras da prisão, sem comunicar aos agentes. Para o presidente do Sindasp, Cícero Sarnei, esses e outros problemas têm origem no fato de o cargo de diretor de presídio se dá por meio de indicações e não por concurso, o que “serve de sustentação política de muitos governos”. Segundo Sarnei, muitos desses diretores, por saberem que podem ser destituídos do cargo a qualquer momento resolvem obter vantagens enquanto estão exercendo a função. “Os que agem dessa maneira são criminosos. Muitos podem ter ligações com facões criminosas, até porque a omissão da Secretaria (da Administração Penitenciária -SAP) facilitou essa conduta”, denuncia. |