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Rapto propalado pelos israelenses, como pretexto para massacre, nunca ocorreu Soldados de Israel foram detidos em 12/7 após invadirem o Líbano Na invasão tiveram um tanque destruído e dois soldados capturados pela Resistência. A seguir, as hordas nazis perpetraram agressão a país vizinho dizendo que estavam “se defendendo” A agressão ao Líbano, que já se estende por duas semanas, foi preparada com bastante antecedência e o pretexto usado por Israel para iniciar os bombardeios – a captura de dois soldados pelo Hizbollah em solo israelense – nunca ocorreu. No meio da manhã do dia 12 de julho uma unidade israelense, que invadira território libanês, foi emboscada por integrantes da Resistência Libanesa, à altura da aldeia de Aita AlChaab, perto da fronteira. No confronto, oito soldados israelenses foram abatidos e dois capturados. Como informou a agência France Press: “de acordo com a polícia libanesa, os dois soldados libaneses foram capturados na área de Aita AlChaab”. A Associated Press, através do seu jornalista Joseph Panossian, foi na mesma direção, em seu despacho do dia 12: “o grupo militante Hizbollah capturou dois soldados israelenses em confrontos ao cruzarem a fronteira sul do Líbano”. O jornal indiano Hindustan Times publicou declarações do Hizbollah: “O movimento libanês Hizbol-lah anunciou na quarta-feira que seus combatentes capturaram dois soldados israelenses no sul do Líbano. ‘Implementan-do nossa promessa de libertar prisioneiros árabes em prisões israelenses, nossos combatentes capturaram dois soldados israelenses no sul do Líbano’”. A rede norte-americana, MSNBC, por sua vez, informou primeiramente que o Hizbollah havia capturado soldados israelenses “dentro” do Líbano, para mudar a história algumas horas depois, assim que o governo israelense deu um informe oficial dizendo o contrário. Não por acaso a primeira localidade atingida, ainda no dia 12, foi Aita AlChaab, com 32 ataques aéreos. CARNIFICINA Seguiu-se um bombardeio por ar, mar e por terra, com mais de vinte mil bombas, para destruir pontes, fábricas de leite, móveis, acabar com estações de energia elétrica, sedes de TVs, aeroporto, e destruir bairros inteiros em Beirute, Sidon, Tiro e centenas de pequenas cidades e aldeias espalhadas pelo país. Imagens divulgadas por todos os meios mostrando corpos de homens, mulheres e crianças calcinados mostram o covarde terrorismo de Estado de Israel em ação. Foi um crime premeditado em conluio com os terroristas da Casa Branca, Bush e Chenney à testa. O site aljazeerah.info, em sua edição do dia 26, traz declarações do ex-chefe das tropas da Otan que atacaram a Iugoslávia, general Wesley Clark, em seu livro “Winning Wars” (Ganhando Guerras): “Quando fui à sede do Pentágono em novembro de 2001, um dos integrantes do Estado Maior teve uma conversa comigo. Segundo ele, estávamos de fato no curso de nossa ida contra o Iraque, mas havia mais. Isto estava sendo discutido como parte de um plano de campanha de cinco anos que envolvia um total de sete países começando pelo Iraque, depois a Síria, o Líbano, Líbia, Irã, Somália e Sudão. Deixei o Pentágono, naquela tarde. profundamente preocupado”, conclui Clark. Os últimos acertos para a invasão ocorreram nos dias 17 e 18 de junho (segundo informa o site warwithout-end.com) entre membros do governo israelense e de Bush. “O ex-primeiro ministro Binyamin Netanyahu e o membro do Likud, Nathan Sharansky se encontraram com o vice de Bush, Dick Cheney, no American Enterprise Institute, em Beaver Creek, Colorado. Lá as invasões de Gaza e do Líbano foram então debatidas”. E prossegue: “depois de receber o apoio de Cheney para as invasões tanto de Gaza quanto do Líbano, Netanyahu voou de volta para Israel e participou de um encontro especial de ex-primeiros-ministros com a presença de Ehud Barak, Shimon Peres e o atual, Ehud Olmert. Após estes encontros Sharan-sky esteve num outro encontro, desta vez patrocinado pela Heritage Foundation, onde esteve com o senador Rick Santorum que agora toca os tambores de guerra contra a Síria e o Irã”. Além disso, a invasão foi precedida de mais de um ano de pressões e sanções ianques contra a Síria pela retirada das tropas sírias do Líbano. As tropas sírias estavam estacionadas no Líbano, a convite do governo libanês, para garantir, junto com a Resistência do Líbano, a integridade do país. A Síria não se limitou ao envio de tropas como também desenvolveu treinamentos para ajudar a formar e a fortalecer o exército do Líbano. PRESSÕES Além da retirada das tropas sírias, que afinal acabou ocorrendo, tanto os EUA como Israel pressionavam – ao mesmo tempo - pelo desarme do Hezbollah, a Resistência que expulsou as tropas israelenses após 18 anos ocupando o sul do Líbano. Como destacou o próprio líder do Hezbollah – Hassan Nasrallah – não havia “força doméstica” capaz de executar a “tarefa” do desarmamento. Somente os ianques ou israelenses poderiam se propor a isso, através de uma intervenção militar. Era isto que estava, pois, na ordem do dia. Aliás, uma operação de tal envergadura levaria no mínimo vários meses de planejamento. Não seria nunca, como tentam martelar na mídia os israelenses, uma reação imediata a uma “ação do Hizbollah”. Aliás, Condolência Rice se apressou a festejar o morticínio, qualificando a barbárie perpetrada pelos nazistas de Israel como “dores do parto de um novo Oriente Médio”. Agora, com o Líbano e sua população sob bombardeio genocida, Bush e Rice, que primeiro vetaram a proposta de cessar-fogo no Conselho de Segurança da ONU, dando luz verde para que Israel prosseguisse no massacre, “acatam” prontamente a proposta israelense da presença de tropas de “pacificação”, desde que sejam da Otan. OCUPAÇÃO Ou seja: trocar a ocupação israelense por uma ocupação norte-americana com participação européia (do tipo das utilizadas nas agressões à Iugoslávia e Afeganistão). Só que nem o Líbano aceita esta condição e muito menos os europeus se dispuseram a tirar desta vez as castanhas do fogo para os ianques. Com o Iraque e o Afeganistão sublevados e a Resistência promovendo as primeiras baixas entre os invasores israelenses, a assembléia dos ratos se reuniu mas ninguém chegou a conclusão de quem vai colocar o guizo no pescoço do gato. Como destacou o colu-nista do jornal israelense Yedioth Achronot, Nahum Barnea, “todos os ministros do Exterior europeus ficaram entusiasmados” com a idéia da força internacional de intervenção. “Apenas tinham uma pequena condição – que a tal força fosse composta com soldados de outro país. Os alemães recomendaram a França, os franceses o Egito e assim por diante. Está difícil encontrar um único país no Ocidente que se voluntarize a colocar seus soldados perto da cerca do Hizbollah”. NATHANIEL BRAIA |