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Preparativos para a invasão do Líbano começaram com o assassinato do primeiro-ministro Rafik Hariri Para preparar terreno para a invasão, os criminosos atentaram contra a vida do primeiro-ministro libanês e culparam a Síria para pressioná-la a retirar suas tropas que, junto com a Resistência Libanesa, defendiam a integridade do país Diante da resistência, tanto do Líbano, como da Síria às pressões para procederem à retirada, os que preparavam o terreno para a presente agressão não se detiveram inclusive diante do assassinato do primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, o que reconstruiu Beirute de outros bombardeios israelenses e após 18 anos de ocupação do sul do país por Israel. Depois do atentado a bomba que vitimou o dirigente libanês, os EUA bancaram a presença de um agente seu, Detlev Mehlis, para encabeçr uma comissão da ONU para “investigar” e buscar os autores do crime. A pressão desse tipo de “investigações” foi, como era de se esperar, direcionada contra a Síria. Oficiais e cidadãos sírios eram chamados a depor. A testemunha-chave da comissão-farsa - um dos sírios que “denunciou” o envolvimento da Síria no atentado que vitimou Hariri – Husam Taher, pouco depois confessou ter recebido dinheiro para mentir a este respeito junto à comissão comandada pelo farsante indicado por Bush. Bashar Al Assad apontou na época que os investigados sobre o crime deveriam ser os que nele tinham interesse, para enfraquecer o Líbano: Israel e EUA. “Este crime odioso acontece no momento em que os EUA exercem pressão sobre a Síria e o Líbano para realizar os desejos de Israel. Este crime não pode estar separado destas pressões”, denunciou o presidente da Síria, Bashar Al Assad, ao ser informado do assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri. CRIME O ministro da Informação da Síria, Mahdi Dakhl Alá, denunciou: “os que perpetraram este crime são os inimigos do Líbano; são aqueles que não querem a estabilidade, a unidade nacional, a paz civil e o fortalecimento do Líbano”. Bush mandou seu porta-voz MacClelan declarar no dia seguinte ao do assassinato que: “o Líbano deve se livrar da violência, da intimidação e da ocupação Síria”. Ao que o presidente Líbano, Emile Lahud respondeu prontamente: “as tropas sírias têm um papel importante na elevação da estabilidade e na proteção do Líbano”. Lahud acrescentou que este assassinato “mostra quanto ódio certas mãos têm por este país que não faz discriminações contra ninguém e cujo único objetivo é atingir as fundações de paz e estabilidade do país. Hariri foi um mártir por um Líbano unido.” E mais: “estão sendo tomadas todas as medidas para garantir a unidade nacional em face da conspiração que o país está enfrentando”. O primeiro ministro libanês, Omar Karami ao sair de uma reunião emergen-cial do seu gabinete denunciou: “Hariri foi assassinado por mãos traiçoeiras que queriam a desestabilização da unidade nacional do Líbano”. O jornal inglês Daily Telegraph destacou em sua edição de 16 de fevereiro de 2005 que “as suspeitas acerca do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri apontam para Israel com uma história prévia de provocações para criar tensões no Líbano”. O vice-presidente da Síria, Abdulhalim Khadam, compareceu aos funerais de Hariri no dia 16 e destacou que “Hariri fez o melhor para servir ao Líbano, à amizade com a Síria e à causa Palestina”, e finalizou: “Hariri foi atingido por causa de seu papel político em desenvolver a paz civil no Líbano. Os inimigos do Líbano e da Nação Árabe têm interesse em assassinar a paz no Líbano”. N.B. |