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López Obrador denuncia a fraude:

“Foram falsificadas 60% das atas de apuração”

“Aconteceu uma escancarada fraude eleitoral em nosso país que incluiu a falsificação de 60% das atas de apuração, o que se traduz em que há mais de 1 milhão 600 mil votos no pleito presidencial de 2 de junho passado que carecem de sustentação”, denunciou Andrés Manuel López Obrador, candidato da coalizão “Pelo Bem de Todos”, na terça-feira, dia 25.

Numa fraudulenta apuração realizada nos dias 5 e 6 deste mês, o candidato apoiado pelo atual presidente, o ex-funcionário da Coca Cola, Vicente Fox, e pelo governo dos Estados Unidos, foi agraciado pelo Instituto Federal Eleitoral, IFE, com o primeiro lugar com uma vantagem de 243.943 votos, ou 0,58% pontos percentuais. López Obrador se recusou a reconhecer o resultado ancorado em fartas provas da falsificação dos resultados, como fotos registrando urnas jogadas no lixo, atas com os resultados modificados, depoimentos de testemunhas que presenciaram crimes eleitorais. A coalizão composta pelo PRD, pelo Partido do Trabalho e pela Convergência impugnou os resultados perante o Tribunal Federal do Poder Judicial da Federação, TFPJF, junto com uma petição de recontagem voto a voto.

No mesmo dia 25, a porta-voz da frente, Claudia Sheinbaum, apresentou em coletiva de imprensa provas complementares sobre “irregularidades cometidas por dolo, má fé ou erro” que aconteceram em 72 mil 197 atas de apuração de mesas de votação que equivalem a 1.621.000 votos eliminados ou somados ilegalmente.

López Obrador apontou que a ampla documentação que prova a fraude exige uma nova contagem voto a voto e não só uma revisão superficial das atas como fez o IFE. “Quem nada deve, nada teme”, disse, advertindo o candidato Felipe Calderón que “a mancha de uma eleição fraudulenta não se apaga nem com todas as águas dos oceanos”.

Os votos fraudados denunciados na terça-feira representam 3,8% da votação total.

O Tribunal tem até o dia 31 de agosto para resolver as impugnações e declarar o presidente eleito.

López Obrador, ante a violação aberta da vontade popular expressa nas urnas chamou à resistência civil para pressionar o Tribunal que apresenta uma composição servil ao governo pró-americano de Vicente Fox e não fez nenhuma declaração sobre os fatos. Depois da maior manifestação política da história do México, realizada no dia 16 passado, a coalizão convocou um novo ato para o dia 31 de julho.

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