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Na Rússia, Hugo Chávez rende tributo aos heróis da URSS

“Neste lugar sentimos a chama eterna do povo valente de Stalingrado”

“Países e povos como os da Rússia e Venezuela podem e vão fazer muito para evitar novas tragédias no mundo e buscar o caminho da vida. Afeganistão, Iraque, e mais recentemente a ocupação israelense do território libanês, obrigam a sociedade mundial a pensar em estratégias para a paz, em defesa da autodeterminação”, afirmou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em visita na Rússia, depois de render tributo aos soldados caídos na Batalha de Stalingrado, na terça-feira, dia 25.

“Quanta água correu... Porém se respira neste lugar sagrado o mesmo vento heróico, se sente na chama eterna a vida do valente povo de Stalingrado, da Rússia, da União Soviética. Até a vitória sempre! Venceremos com o exemplo de todos eles!”, foi a mensagem deixada pelo líder venezuelano no Memorial Militar e Histórico construído em homenagem aos combatentes que lutaram na Grande Guerra Pátria pela soberania e a liberdade de seu povo, entre 1942 e 1943.

A cidade de Volgogrado (antes Stalingrado) teve um papel decisivo na Segunda Guerra Mundial. Depois da batalha que representou o início da derrota do exército hitlerista, onde morreram mais de 2 milhões de pessoas, a cidade se transformou numa importante potencia industrial com um transporte ferroviário e fluvial que abastece toda a região. O monumento A Mãe Pátria Chama, tem como centro uma estátua de 86 metros de altura.

Hugo e o governador Nikolai Maksyuta assinaram acordos de complementação na área de energéticos, de produção de alimentos, manufaturas, intercâmbio cultural, educação.

Já em Moscou, na quarta-feira 26, o presidente assinalou que os primeiros aviões de combate russos, Sukhoi 30, que a Venezuela está comprando devem chegar ao país antes do final do ano. A operação pelo valor de mais de 1 bilhão de dólares “tem o objetivo de repor armamento antiquado para garantir uma defesa adequada de nossa soberania. Não pretendemos agredir ninguém e sim nos prevenir contra aqueles que pensam ser os donos do mundo”, frisou Chávez.

“Nossos países tem interesses comuns e vamos aprofundar nossas relações em todos os terrenos”, sublinhou o presidente russo, Vladimir Putin, na véspera do encontro com Chávez.

Tentando impedir essa aproximação, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tom Casey, pressionou o Kremlin para que defasa o acordo que envolve também a construção de uma fábrica de fuzis Kaláshnikov. “O contrato de venda dos aviões Sukhoi para a Venezuela não será revisado. É inaceitável qualquer mudança e não acontecerá. Essa é uma questão que diz respeito só aos dois países”, respondeu Serguei Ivanov, ministro de Defesa de Moscou.

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