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Cartas

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Veja e ditadura

Existe, aqui em Belo Horizonte, uma rede colegial que tem como proprietário um tucano. Esse proprietário tucano exige que os alunos façam seus trabalhos escolares pesquisando matérias publicadas na revista Veja. São alunos do ensino fundamental e médio. Daí seus pais ficam obrigados a comprar ou assinar a dita revista. Acho isso um direcionamento ditatorial. Sabemos que com muita dificuldade caminhamos para uma democracia plena e a formação destes alunos já fica fincada em mentiras, especialidade desta “revista”. Para não ficar em informação vazia vai o nome do colégio: Colegium.

Rosalva Maria Tolentino - Belo Horizonte (MG)

Jereissati deu piti

Há poucos dias, devido a uma declaração do ministro Tarso Genro sobre o acordo PCC-PSDB-PFL, o senador Tasso Jereissati deu o maior piti. Ora, já pensaram se o presidente Lula resolvesse dar piti a cada crítica que recebe! Não teria nem tempo de governar. Até ameaça de agressão física já recebeu de um senador e de um nervosinho deputado. Uma jararaca deputada o chamou de bandido. O presidente Lula vem sofrendo ininterruptos ataques da mentirosa revista Veja, da Folha “tucana” de São Paulo e outros órgãos da imprensa golpista do país. Na minha modesta opinião, o político mais equilibrado nessas inúmeras baixarias acontecidas em Brasília é o presidente Lula, que sempre teve procedimento de um estadista.

Lair Estanislau Alves - Belo Horizonte (MG) 

Indústria da “cultura”

Eu, pessoalmente, tenho a acrescentar à excelente denúncia oferecida pelo João Moreirão, que sou, como todos são quando vão aos “espetáculos” alimentados pela indústria, gravemente prejudicado em minha audição, pois que esse tipo de “cultura”, por razões que cabe conhecer melhor, só funciona com o volume ajustado na faixa dos 110 decibéis, que é mais ou menos a pressão sonora de uma turbina de um avião como o Boeing ou o Concorde, com o ouvido ali ao lado do barulho. Pela legislação, e pela medicina, o ruído é lesivo quando acima de 80 decibéis. Quando é impossível evitar a explosão a esse nível de ruído, como é o caso de funcionários de aeroportos e companhias aéreas, mesmo com o uso de “protetores” auriculares, só é permitida a atividade por no máximo 20 minutos ao dia. Ainda assim, todos eles ficam surdos. Como ficam surdas as pessoas que trabalham e também as que “se divertem” em boates e toda sorte de eventos com esse tipo de atordoamento eletrônico. Aliás, não por acaso, esse atordoamento é acompanhado de toda sorte de estímulo à embriaguez, ecstasy e dezenas de drogas, com a identificação do lazer a essa sensação de torpor, “doideira”, alienação, desligamento da realidade, em substituição à criatividade, à sensibilidade, ao compartilhamento de conteúdo cultural, intelectual e afetivo que realmente constituem a experiência mais gratificante que a cultura permite.

Francisco Pedra - por correio eletrônico 

CPMF permanente

Quando criada, no governo anterior, a CPMF foi apresentada à população brasileira como um ônus que tinha um termo final certo para ser extinta, e que o produto da sua arrecadação tinha uma destinação determinada. Porém, desde então, esses objetivos não foram cumpridos e as coisas acabaram acontecendo de modo diverso, pois a tal vigência provisória já foi prorrogada, e o dinheiro arrecadado não está sendo aplicado segundo os motivos que ensejaram a sua criação, o que vale tanto para o anterior como para o governo em curso. Agora, a governabilidade vigente está interessada na sua  manutenção em caráter permanente, como informado pelo ministro Paulo Bernardo. Para ele, como disse, a permanência representa a continuidade do montante das receitas. Nada mais necessário de ser dito para  confirmar a história de sempre: o objetivo governamental é arrecadar, fazendo-o,  no caso da CPMF, mediante um procedimento fácil, seguro, líquido e certo.

Pedro Luís Vergueiro - São Paulo (SP)

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