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Cartas Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Limitação dos juros Porque os brasileiros estão cada vez mais endividados com os bancos e as dívidas bancárias cada vez maiores? O problema a ser enfrentado não é, nitidamente, o volume de crédito disponibilizado no mercado, mas sim, a extrema voracidade e real disposição dos bancos de extrair de cada real emprestado o máximo de lucro que conseguir, ignorando a legislação nacional que adota o princípio da reserva legal acerca da limitação dos juros em 12% ao ano, livres da famigerada capitalização composta (juros sobre juros), que alça os juros do cheque especial de já elevadíssimos 8,24% ao mês a inacreditáveis 158,61% ao ano, e os altíssimos juros de cartão de crédito de 10,21% ao mês a absurdos 221,11% ao ano. Os bancos estão com uma cultura de cobranças e política de lucros que estão em desacordo ao que determina a Lei e o que tem determinado a Justiça Pátria. Entretanto, poucos conhecem estes pormenores. Este assunto diz respeito e é interesse de todos brasileiros e é uma questão de cidadania, pois o “povo bem informado”, significa um país forte, na ampla acepção da palavra. Henrique Jambiski - Maringá (PR) Dívida agrícola O Brasil é um país de extensão de dimensões continentais, com vocação agrícola, sendo que os produtores rurais, entretanto, detém uma dívida perante o Sistema Nacional de Crédito Rural da ordem de 30 bilhões de reais, que cresce 10% ao ano, sem contar a “dívida paralela agrícola” proveniente dos contratos futuros, como os de empréstimos em traidings: operações de “soja verde” e CPR – Cédula de Produto Rural. A par desta situação, os produtores rurais nacionais têm perdido o sono, pois sabem da iminente crise que se apresenta no agronegócio nacional para os próximos dois anos, no mínimo, e muitos temem a “quebra”, pois usaram de todos os recursos que tinham para efetuar o plantio da Safra 2005 e, agora, com commodities em baixa, sem perspectivas de ascensão, não vislumbram sequer pagar os fornecedores, colhendo a presente safra sem margem de lucro, mas, pelo contrário, com prejuízos, conforme comprova a diferença entre o preço de venda dos produtos em estudo recente publicado, que apontou uma margem de déficit da ordem de 10% a 12%. Péricles Araújo Gracindo de Oliveira - correio eletrônico Raça de difamadores Eu acredito que o escritor do “Código da Vinci” produziu o seu livro só porque o mesmo queria tentar desvirtuar os católicos e cristãos quanto a Jesus Cristo, assim como os jornalistas dinamarqueses com Maomé em suas charges sem graça, para os mulçulmanos. Hoje eu acredito que essa raça de difamadores não tem é mais idéias originais para aplicar. Jonathas Ferreira de Lucena - Recife (PE) Desigualdade Em pleno século XXI, a realidade humana é estarrecedora. Enquanto alguns países exibem as maravilhas da evolução tecnológica, cidades com prédios gigantes, aviões, ônibus, trens velozes e corridas espaciais em plena ascensão, outros vivem na mais completa penúria que dá dó de ver. Será que a ciência, que tem descoberto curas de doenças terríveis e prolongado a vida humana tem prestado serviços relevantes no contexto global da humanidade? Até quando viveremos tamanha desigualdade? Paulo Hirano – Curitiba (PR) Sem salto alto Enganam-se aqueles que acham “carne assada” o grupo que o Brasil ficou na Copa 2006. Croácia, Japão e Austrália estão jogando um bolão, com aplicação tática, bons jogadores, garra e muita vontade de vencer. Assisti alguns jogos dessas seleções e digo que, se o Brasil vacilar, usar o famoso “sapato alto” e não correr, certamente teremos uma desagradável surpresa. Hoje não existem mais seleções fracas, todas são fortes e a fim de mostrar serviço, portanto o técnico Parreira, bem como os jogadores escolhidos por ele, devem colocar as “barbas de molho” e tratarem de se esmerar nos treinamentos e partidas futuras a fim de que possamos fazer papel digno das tradições e conquistas do futebol brasileiro. Fernando Al-Egypto - Rio de Janeiro (RJ) |