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Chapa “Juntos pela UFRJ” vence as eleições no DCE Mário Prata

“Tiramos o DCE do gueto e o devolvemos aos estudantes”, disse Ubiratan Santos, estudante de Medicina e integrante da Chapa 1. Para Flávia Cale, estudante de História, “foi uma vitória contra o divisionismo no movimento estudantil representado pelo Conlute. Nossa Chapa amplia e reflete a unidade dos estudantes da UFRJ”

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) Mário Prata, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está de cara nova. Na última sexta-feira, com mais de 40% dos votos, foi eleita a nova diretoria com a vitória da chapa 1, “DCE em Movimento! Juntos pela UFRJ”, que conquistou mais de 3 mil votos.

Esta que foi a maior eleição dos últimos vinte anos, mobilizou milhares de estudantes. Foram 8.027 votos, sendo 3.414 votos para a Chapa 1, “DCE em Movimento, Juntos pela UFRJ” (apoiada pela JR8, UJS, PT e PSB), contra 2.625 para a Chapa 2, “Pro dia nascer feliz” – ultima gestão DCE  apoiada pelo PSTU; 1.588 para a Chapa 4, “Nada será como antes” (PSOL, PCR e PCB); 182 votos para Chapa 3, “Quem sabe faz a hora” (PDT e PPS), e 150 votos brancos e 52 nulos.

“Com esta vitória, os estudantes puderam tirar o DCE do gueto chamado Conlute e colocá-lo de volta ao lado da UNE, entidade que, muitas vezes, teve sua história identificada com a do DCE Mário Prata, recolocando a entidade no sentido das maiores lutas nacionais”, afirmou Ubiratan Santos (Bira), estudante de Medicina da UFRJ e integrante da Chapa 1.

Na última gestão, o DCE Mário Prata foi desfiliado da UNE pelo Conlute, pequeno grupo ligado ao PSTU, após ser isolado dentro da UNE por suas posições.

Para Flávia Cale, estudante de História e integrante da Chapa 1, “essa foi uma vitória contra o divisionismo no movimento estudantil representado pelo Conlute. Nossa Chapa amplia e reflete a unidade dos estudantes”. Segundo ela, na primeira reunião da diretoria da UNE, o DCE Mário Prata vai propor que a próxima Bienal de Cultura, que acontecerá em janeiro de 2007, seja sediada no Rio de Janeiro.

Outra importante vitória foi o fim do critério proporcional de composição da nova diretoria. Por 3.315 votos contra 3.251, os estudantes da UFRJ decidiram que a nova composição do DCE respeitará o critério da chapa eleita indicar todos os integrantes do Diretório, podendo com isso colocar em prática os pontos do programa que foram aprovado pela maioria dos estudantes.

“Essa eleição revitalizou o movimento estudantil da UFRJ que estava parada há mais de dois anos. A partir de agora, o DCE vai estar sintonizado às lutas reais dos estudantes e não de partido A ou B”, destacou Ricardo Bonfim, estudante de Ciências Sociais.

MAIS VERBAS

Entre as propostas da Chapa 1, composta por representantes de 30, dos 38 cursos da UFRJ, e por 15 Centros Acadêmicos, está a imediata instalação do bandejão, a participação da UFRJ em projetos de extensão como o Projeto Rondon, VerSus e Alfabetização, melhoria nas condições de transporte e segurança do Campus, reforço dos recursos para assistência estudantil e, principalmente, a luta por uma universidade pública e com mais verbas.

“As propostas bases foram assistência estudantil, infra-estrutura, transporte e segurança. Antes de se preocuparem com problemáticas nacionais e internacionais, os alunos se preocupam com as carências da UFRJ”, destacou Miguel Fernandes, presidente do CA de Engenharia. “Os estudantes não queriam mais o PSTU no DCE. Essa eleição serviu principalmente para resgatar o sentido do DCE”, destacou Amanda André de Mendonça, estudante da Ciências Sociais.

Segundo Bira, depois desta eleição, “os estudantes da UFRJ terão em suas mãos as armas para aprovar a Reforma Universitária, assim como o avanço da assistência estudantil e muitos outros avanços no desenvolvimento do ensino universitário no país”.

Além de tocar as atividades do DCE, a Chapa 1 também indicará os representantes dos estudantes para os Conselho Universitário (Consuni) e para o Conselho de Ensino e Graduação (CEG).

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