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Cartas

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Vida ou morte

Caros amigos e jornalistas da Hora do Povo: penso que está havendo, entre os tucanos, um movimento para isolar Alckmin e jogar pesado na eleição de Serra, que pretende ser a alternativa presidencial do tucanato para os próximos anos. Creio que, perto dos verdadeiros canalhas do naipe de Fernando Henrique e José Serra, Alckmin é, ainda, um mero aprendiz de feiticeiro e, justamente por isso, não vem recebendo o devido reconhecimento e apoio daquele antro de vermes e vampiros que se convencionou chamar de PSDB. Além disso, parece-me ser irreversível a vitória de Lula, pelo menos é a conclusão a que chegaram os tucanos. Sendo assim, acredito que o futuro do país passará, principalmente, pelas eleições paulistas. Derrotar José Serra em São Paulo é uma garantia de defecção do que há de pior e mais sórdido na política brasileira, seria o equivalente a enfiar uma estaca definitiva nos interesses que atentam contra o país e o povo brasileiro. Portanto, o resultado das eleições paulistas são determinantes para o futuro e, também por isso, para eles essas eleições são uma questão de vida ou morte.

Marcelo Lago - Campinas (SP) 

Sem moral

Como alguém pode pensar em governar um Estado da envergadura de São Paulo, com todos os problemas e demandas que este apresenta, se durante o caos da insegurança ocorrido no mês de maio sequer se manifestou sobre o assunto? Enquanto a criminalidade colocava a cidade em polvorosa, desafiando as autoridades, o senhor José Serra fazia turismo em Nova Iorque com a cúpula tucana. O senador Aloízio Mercadante, candidato ao governo de São Paulo, muito bem fez em questionar o silêncio de seu adversário durante o desastroso e lastimável episódio. A postura do candidato do PSDB é a constatação do seu total descompromisso para com o povo e mostra que ele não tem moral e nem dignidade para administrar o nosso querido e sofrido Estado, vítima da avalanche tucana nos últimos 12 anos.

Lucinda Bastos - São Paulo (SP) 

Saúde privada

Não consigo conter minha indignação contra os planos de saúde. Acho um descalabro um uma seguradora cobrar mais de R$ 11 mil de mensalidade, como foi relatado em matéria deste jornal. E o pior, os casos que demandam custos mais altos, como transplantes, tratamento contra Aids, doenças cardíacas, são relegados ao SUS, sobrecarregando-o e, muitas vezes, ocupando o lugar daqueles que não podem arcar com os preços das escandalosa mensalidades praticadas por esses planos e que só contam com o socorro do Estado.

Daniel Sales dos Santos - Recife (PE) 

Paixão inexplicável

Copa do Mundo é um mundo à parte. Um mundo que encanta. Que faz com que as pessoas esqueçam de seus problemas por algumas semanas, sonhando com uma taça que sequer poderão tocar, mas que consegue tocar seus corações com uma paixão inexplicável. Tenho que admitir que o Ronaldo é realmente um fenômeno, pois é o único jogador do mundo que consegue fazer dois gols sem praticamente se mexer em campo. Ele, ao perceber que não adiantava chutar contra o adversário, resolveu parar para pensar, e assim ficou o tempo inteiro, usando a cabeça para conseguir o primeiro gol. Desta vez o fenômeno também ajudou na marcação, escolhendo o goleiro adversário para marcar e tirando proveito desta posição para também marcar gols.

Antonio B. Constante - correio eletrônico 

Saúde Pública

A prefeitura de Curitiba infestou nas repartições públicas da capital paranaense, principalmente nas unidades de saúde regulares e de 24 horas, cartazes alertando o cidadão usuário do sistema quanto a punições sobre desacato ao servidor. Este cartaz configura uma espécie de assédio moral do poder público municipal contra o cidadão curitibano, que diariamente procura os serviços, em especial os de saúde pública, porque acaba intimidando o usuário a exigir atendimento digno e receber sob a tutela do bom senso os serviços garantidos em lei. E quanto às punições ao servidor que comete irregularidades, discriminação, grosseria, má vontade de trabalhar e orienta mal o usuário sobre procedimentos médicos, de consultas e atendimentos urgenciais, principalmente? Há algo previsto em lei? Então que se afixe nestes postos de saúde cartazes para que os funcionários públicos pagos pela população também fiquem cientes de suas faltas graves e condutas indevidas no atendimento público de Curitiba.

Célio Borba - Curitiba (PR)

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