|
1
2 3
4 5
6 7 8|Índice|
Biblioteca|Assinatura|Expediente|Cartas|Não tropece na Língua |
|
|
|
MR8: “governo de coalizão para libertar e desenvolver o Brasil” Em homenagem a Cláudio Campos, seu primeiro secretário geral, o Movimento Revolucionário 8 de Outubro realizou nos dias 5, 6 e 7 últimos a reunião de seu Comitê Central. Cláudio, fundador da Hora do Povo, completaria 59 anos no dia 5. O Comitê Central do MR8 elegeu como novo secretário geral o camarada Sérgio Rubens de Araújo Torres, principal colaborador de Cláudio, que proferiu o informe político. Durante a reunião, os dirigentes do Movimento sintetizaram o vasto e profundo legado de Cláudio Campos, em especial sua contribuição decisiva ao resgate da história da construção do socialismo na URSS, sua formulação da estratégia da revolução nacional e democrática brasileira e a recuperação da Revolução de 30 e de seu líder, Getúlio Vargas, como ponto alto da História do Brasil. Sobre a situação atual, a decisão do Comitê Central do MR8 é a de empenhar todos os esforços para a “construção de uma ampla aliança estratégica que una todas as forças políticas nacionais, especialmente o PMDB e o PT, com o objetivo de isolar a quinta-coluna tucana e derrotar suas pretensões de retomar o governo federal para restaurar a velha política de traição nacional” (ver abaixo a íntegra da resolução). Apontando a eleição do presidente Lula como início do rompimento com a submissão às matrizes imperialistas que desgraçou o país durante os oito anos de devastação tucana em que a propriedade do povo foi entregue aos monopólios e cartéis alienígenas; em que o dinheiro do Estado foi drenado copiosamente para Wall Street; em que o atendimento das necessidades básicas da população foi depredado; em que assaltantes foram aboletados dentro do Estado para favorecer a outros assaltantes em troca de propinas, o MR8 apontou a necessidade de aprofundamento das mudanças. A aliança estratégica das forças nacionais é necessária, afirma o MR8, exatamente para consolidar as mudanças já conquistadas e realizar a remoção do entulho acumulado no período de destruição tucano, em especial, o fim dos juros estratosféricos, estabelecendo taxas que permitam e estimulem o crescimento econômico, o emprego e o aumento da renda dos brasileiros. Fazendo um balanço dos últimos meses, em que a reação submissa aos monopólios financeiros externos tentou o golpe contra o governo do presidente Lula, a direção do MR8 destacou o fracasso da intentona e o efeito bumerangue sobre os seus promotores e patrocinadores. Ao povo e às forças que resistiram ao golpe, cabe agora, portanto, avançar. “A ampla frente nacional para isolar a escória vende-pátria, que poderá ser constituída já no primeiro turno das eleições presidenciais de 2006 – ou mesmo no segundo, a depender dos entendimentos entre as lideranças do PMDB e do PT – fornecerá a base política necessária para que o futuro governo de coalizão que emerja como expressão dessa frente possa completar a ruptura com a herança neoliberal e libertar o Brasil das amarras que entravam o pleno desenvolvimento das forças produtivas nacionais”, conclui a resolução aprovada pelo Comitê Central do MR8. Resolução do Comitê Central do MR8 1. Reunido em SP, nos dias 5, 6 e 7 de maio, o Comitê Central do Movimento Revolucionário 8 de Outubro decide convocar todos os seus militantes, amigos e simpatizantes a envidarem o melhor de seus esforços no sentido da construção de uma ampla aliança estratégica que una todas as forças políticas nacionais, especialmente o PMDB e o PT, com o objetivo de isolar a quinta-coluna tucana e derrotar suas pretensões de retomar o governo federal para restaurar a velha política de traição nacional, de submissão cega aos interesses dos monopólios internacionais, de desmonte do Estado e supressão das conquistas dos trabalhadores. 2. Eleito em 2002, o governo Lula iniciou o processo de ruptura com essa herança maldita. Paralisou as privatizações, através das quais o patrimônio público nacional vinha sendo assaltado e desfalcado de empresas estatais estratégicas para o nosso desenvolvimento, e instituiu uma política externa marcada pela defesa do interesse nacional, pelo respeito ao princípio da autodeterminação dos povos e pelo estímulo à integração latino-americana. Essa política externa altiva, independente e solidária foi decisiva para abrir caminho ao vigoroso salto verificado pelas nossas exportações. 3. Apesar da ruptura com a catastrófica e criminosa panacéia neoliberal que presidiu os oito anos de FHC não ter sido ainda definitivamente completada, o governo Lula já pode apresentar à Nação indicadores fundamentais e inquestionáveis de melhoria das condições de vida do nosso povo. O salário mínimo de R$ 350, o maior dos últimos 20 anos; os 4 milhões de novos empregos com carteira assinada; os programas Bolsa Família e Fome Zero, que hoje amparam mais de 40 milhões de brasileiros, e uma série de outras conquistas, entre as quais o atingimento da histórica marca da nossa auto-suficiência em petróleo, produziram uma melhoria efetiva no quadro da distribuição da renda, que há décadas não se verificava no país. 4. Na medida que esse processo caminhe para a fixação de taxas de juros que estanquem a sangria de recursos do setor produtivo nacional para o setor financeiro, tornando-se compatíveis com a expansão econômica acelerada, o Brasil se colocará no limiar de uma verdadeira explosão de crescimento capaz de coroar a obra semeada pelo grandioso sonho de Tiradentes e solidamente alicerçada pela ação diligente de Getúlio Vargas: o da construção de um Brasil livre da rapinagem externa, próspero, socialmente justo e senhor de seu destino. 5. No intuito de bloquear o avanço desse processo, as forças antinacionais e antipopulares deflagraram virulenta campanha através de seus cães de fila na mídia e no parlamento, visando desmoralizar o PT, intimidar a base parlamentar do governo e depor o presidente Lula. As mais corruptas e degeneradas figuras da cena política nacional cerraram fileiras num bizarro espetáculo de desfaçatez e hipocrisia para tentar transformar “no maior escândalo da República” a utilização, assumida por alguns membros do PT, de expediente corriqueiro, comezinho e, ainda que indesejável, generalizado há décadas pelas mais variadas forças que atuam na política brasileira, o uso de “caixa 2” nas eleições. 6. Mas o movimento golpista não conseguiu espraiar-se em direção às ruas, sendo contido e confinado pela ação das forças populares aos territórios da mídia e do parlamento, e o tiro saiu pela culatra. Lula está mais firme do que nunca. A Câmara Federal, depois de haver cedido às pressões espúrias, cassando sem qualquer prova de envolvimento o mandato do deputado José Dirceu, reagiu e passou a reparar seu erro negando-se sistematicamente a compactuar com novos pedidos de cassações despidos de fundamento. E o confronto acabou por produzir maior dano político aos pretensos algozes do que às suas vítimas. 7. A ampla frente nacional para isolar a escória vende-pátria, que poderá ser constituída já no primeiro turno das eleições presidenciais de 2006 – ou mesmo no segundo, a depender dos entendimentos entre as lideranças do PMDB e do PT – fornecerá a base política necessária para que o futuro governo de coalizão que emerja como expressão dessa frente possa completar a ruptura com a herança neoliberal e libertar o Brasil das amarras que entravam o pleno desenvolvimento das forças produtivas nacionais. 8.
Mãos à obra, companheiros!
|