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Pont: “Serraglio deveria se preocupar mais com a perda da legitimidade da CPI” Secretário-geral do PT repudia chicanas do relator da CPI dos Correios contra o partido “Serraglio deveria se preocupar mais com a perda de legitimidade que vem afetando a CPI e não com as contas do PT”, afirmou o secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, Raul Pont, ao criticar a intenção do relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio, de propor um requerimento pedindo a quebra do sigilo bancário do diretório nacional do partido. “As CPIs perderam totalmente a legitimidade”, prosseguiu Raul Pont. “O PT não tem nada a esconder. Mas não há lógica nisso, se as acusações estão envolvendo todos os outros partidos”, frisou. “Achamos inaceitável esse tipo de tratamento discriminatório”, salientou o secretário. O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, também
ironizou a decisão do relator de apresentar requerimento para quebrar o sigilo
contábil do PT nacional. “Não existe sigilo contábil de partidos políticos”,
explicou o líder petista. “Todos os partidos são obrigados a prestar contas
anualmente de sua contabilidade ao TSE, que as analisa sistematicamente”,
lembrou Berzoini. “Não há sigilo. A atitude de Serraglio revela, no mínimo,
falta de intimidade com a lei dos partidos políticos”, ponderou. TUCANODUTO Ao mesmo tempo que levanta acusações levianas e infundadas contra o PT, contra as estatais e contra o governo federal, Osmar Serraglio faz um verdadeiro contorcionismo para abafar as denúncias do caixa 2 tucano, este sim montado no assalto aos cofres públicos. Não diz quase nada sobre o valerioduto que regou a campanha do senador Eduardo Azeredo, ex-presidente nacional do PSDB, nas eleições de 1998. Somente entre os dias 25 de maio e 4 de setembro de 1998, o governador Eduardo Azeredo promoveu a transferência de R$ 3 milhões para a empresa SMP&B, com conta no Banco Rural. O dinheiro foi repassado através de dois órgãos da administração indireta do Estado de Minas Gerais, as estatais Copasa e Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig). A referida importância seria supostamente utilizada para patrocinar o evento denominado “Enduro da Independência”. Tudo foi realizado pelo Estado com a participação da SMP&B. Depois se provou que esses recursos foram repassados, nas vésperas da eleição, para diversos políticos ligados a Azeredo. O Ministério Público Estadual entrou com ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra o Sr. Eduardo Azeredo e outros dez réus, que foi acolhida e tramitou no Superior Tribunal Federal, retornando recentemente a Minas Gerais para julgamento no Tribunal de Justiça. No relatório feito pelo tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão, e entregue pelo lobista Nilton Monteiro à Polícia Federal, ele descreve que foram arrecadados em 1998, “mais de R$ 100 milhões, sendo que destes recursos, R$ 53.879.396,86 foram movimentados via as empresas DNA e SMP&B de Marcos Valério”. Até agora, R$ 2,1 milhões além dos R$ 10 milhões já foram descobertos. Nesse montante estão somados R$ 1,4 milhão para a Sertec e R$ 700 mil passados por Valério para Azeredo quitar uma dívida com Cláudio Mourão. Mas sobre esse assunto Serraglio é econômico. Nenhuma citação. “Se houver alguma coisa eu coloco no relatório”, diz ele. Ele só vê as ilações e as leviandades contra o PT. Agora, para acabar de desmoralizar, sua chicana, o relator da CPI dos Correios, diz que a CPI vai “investigar” a campanha do governador da Paraíba, José Maranhão, do PMDB, na eleição de 1998. Mas, a de Eduardo Azeredo ele diz que não pode investigar. Nem a lista de Furnas. Quando cobrado diz que “a Comissão Parlamentar de Inquérito não tem competência para investigar possíveis irregularidades nas campanhas estaduais”. Mas, em entrevista ao Jornal da Paraíba, o deputado
federal Osmar Serraglio afirmou que já a campanha da Paraíba será
rigorosamente investigada. “É possível que possa acontecer numa hipótese de
ligação com o empresário Marcos Valério. “O foco é saber se há o
envolvimento da campanha do então governador José Maranhão com o
valerioduto”, comunicou o “intrépido” relator. |