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Desmond Tutu: “insultar as crenças e costumes de um povo nada tem a ver com a liberdade de expressão” O arcebispo sul-africano Desmond Tutu, durante conferência patrocinada pela ONU em Doha, no Qatar, afirmou em relação às charges-provocação encomendadas e publicadas pelo jornal dinamarquês Jyllandy-Posten, com antigas ligações com fascistas e com a CIA, que “insultar as crenças e costumes de um povo ou uma religião não tem nada a ver com a liberdade de expressão. Temos que respeitar as crenças de outras nações e religiões independente de acreditarmos nelas ou não”, declarou Tutu, arcebispo angli-cano, e um dos principais líderes da luta contra o apartheid, juntamente com Nelson Mandela. “Eu fico pensando o porquê de protestantes e católicos
da Irlanda do Norte, ou até mesmo os nazistas, nunca terem sido chamados de
‘terroristas cristãos’”, enfatizou o arcebispo. E questionou: “Imagine
se o assunto das ‘charges’ fosse o holocausto e o fato tivesse sido tratado
pelo governo dinamarquês e pela comunidade internacional como está sendo,
frente a uma revolta do povo judeu?”. KU KLUX
KLAN
Outro exemplo citado pelo arcebispo é o da organização racista norte-americana, a Ku Klux Klan, que se diz cristã. “A Ku Klux Klan usa uma cruz como símbolo para propagar o ódio e encoraja o linchamento de negros. Mesmo assim nunca se escuta alguém dizer: ‘aí está um exemplo de como o cristianismo encoraja a violência’”. |