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Escória que criou Proer diz que Lula deu mais a banqueiros do que eles Ademais, os malfeitos de Meirelles devem ser creditados à oposição Só pode soar como ridícula a tentativa dos tucanos e da mídia que os apóia de, logo após a publicação dos balanços que assinalaram os lucros indecentes dos quatro maiores bancos privados que operam no Brasil, disseminarem a idéia de que o governo Lula tem transferido mais recursos aos banqueiros e tem sido mais subserviente a eles que o governo FH. Para começar, incluem o lucro do Banco do Brasil nas contas que apresentam, como se o lucro de um banco estatal tivesse o mesmo significado econômico e social do lucro de um banco privado. É natural para os que sonham com a privatização do Banco do Brasil cometerem o deslize de desconsiderar a diferença, mas isso apenas anula a intenção de manterem oculto um desejo que a correlação de forças, produzida pela existência do governo Lula, passou a impedí-los de explicitar. Depois se esquecem de mencionar o fato de que um dos “quatro grandes”, o Santander, só ocupa essa posição porque ganhou de mão beijada, por obra e graça dos tucanos, o Banespa - patrimônio construído a duras penas, ao longo de décadas pelo povo de São Paulo. Os outros foram brindados com o Banerj, Bemge, Crédito Real, Banestado, para citar só os maiores, e com bancos privados como o Nacional. Todos, com os caixas devidamente fornidos pelos 22,8 bilhões do Proer, foram engrossar o patrimônio dos “grandes” durante o período FH, num dos mais escandalosos processos de concentração bancária ocorridos no mundo, às custas do erário público. O impacto do fenômeno, evidentemente não pode ser ignorado numa análise minimamente séria e isenta a respeito da lucratividade das instituições favorecidas. Porém, o mais curioso é observar as lágrimas de crocodilo que rolam aos borbotões quando mencionam os juros altos. Depois de terem dado toda sustentação possível e imaginária ao receituário de Meirelles sobre o regime de metas de inflação, arrocho fiscal e juros elevados, e de guardarem escla-recedor silêncio sobre os delitos menores do ilibado guardião da moeda nacional - ou será que ninguém leu o relatório da CPI do Banestado? - como podem querer tirar o corpo fora e lançar sobre o presidente Lula toda a responsabilidade por ele não ter ainda conseguido livrar o país dessa desgraça herdada do governo FH? A verdade é que até o momento Lula não está mandando nada naquilo que Meirelles faz ou deixa de fazer no BC, particularmente em relação ao juros, assim como Chávez, eleito em 1998, até 2002 não tinha nenhum controle sobre o que a oposição fazia na direção da PDVSA. Não resta dúvida de que a presença tucana em centros
nevrálgicos de decisão sobre a política financeira - um dos aspectos
relevantes da política econômica - se constitui hoje no principal entrave ao
desenvolvimento nacional. Mas essa não é uma questão que possa ser vencida
com conversa fiada ou discursos apelativos que a pretexto de irem além
colocam-se inteiramente aquém das realizações do governo Lula, favorecendo,
na prática, a candidatura tucana. |