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Cartas

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Quadrilha de FHC

Sobre a proposta de uma CPI para investigar a desestatização no governo tucano, FHC perguntou: “Privatizações, tema a que se volta toda hora, o que é que há com as privatizações?”  O que é que há com as privatizações? O governo do PSDB agiu diretamente para favorecer o Opportunity e o banqueiro Daniel Dantas no leilão da Telebrás. Infelizmente, para os que tentam reescrever a história, os grampos do BNDES não podem ser apagados dos arquivos da imprensa e da Justiça. Qualquer um pode consultá-los e lá encontrar, por exemplo, um ilustrativo diálogo entre o então presidente do BNDES, André Lara Resende, e FHC. Preocupado com a formação dos consórcios, Lara Resende sugere ao presidente que faça pressão sobre as fundações. Diz o presidente do banco público: “A idéia é que podemos usá-lo para isso”. FHC responde: “Não tenha dúvidas”. O ex-presidente não estendeu os braços a DD somente na época do leilão da Telebrás. Em 2002, durante um dos momentos mais críticos da relação do Opportunity com os fundos de pensão e alguns dos sócios estrangeiros, FHC recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto “na calada da noite”, para usar uma expressão do atual presidente do PT, Ricardo Berzoini. Poucas semanas depois, o governo fez uma dura intervenção nas fundações, o que deu fôlego ao orelhudo. A atuação do governo lembra o poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade. “Ricardo Sérgio, que controlava os fundos e se acertava com André Lara Resende, que tinha sido sócio de Pérsio Arida, que era sócio de Dantas. Arida, que vivia com Elena Landau, que formulou o programa de privatização e virou consultora do Opportunity. O Opportunity, que amealhou uma fortuna, contratou a Kroll, grampeou concorrentes e ameaça a República...”

Rodrigo Carvalho – correio eletrônico 

Ministério da Cultura

Discordo totalmente do artigo de Valério Bemfica. O Minc realmente descentralizou as verbas. O crescimento das verbas destinadas à região Norte e Nordeste foi realmente significativa. A elite esperneia e o HP dá espaço para esse tipo de coisa. O artigo tem uma série de mentiras e um texto típico de tucano. Aquela história de que foi da “gestão passada”. A gestão passada, dos tucanos, não existiu para a cultura. Lamentável esse artigo. O HP deve ter o cuidado com esses oportunistas que se infiltram e fazem apologia ao desgoverno FHC.

José Antonio – Salvador (BA)  

Atentai, sr. editor, pois daqui de longe vejo que tem gato na tuba! Do alto dos meus 60 e tantos, não esperava que um dia fosse ler no HP querido os mesmos argumentos usados e abusados, oportunística e cinicamente, pela mídia que, como dizíamos em minha época, “é somente folhear, e usar...”. De fio a pavio, esse alinhavo exagerado contra o Ministro da Cultura Gilberto Gil é um contrabando. “Ministro-itinerante”; “Já sua estrutura cresceu bastante: novas secretarias, mais assessores, muitas viagens”; Se ele não sabe o que acontece no seu ministério, não é Ministro, é bobo da corte...”. Esta última frase, aliás, que os deixa devendo o copyright para o FHC, é uma fraude manipuladora. Vejam bem, escárnio não cura dor de cotovelo. Vocês perderam o norte, algum convênio com o Minc, ou um e outro? Com respeito,

Eduarda Cabriolli – correio eletrônico 

Nota da Redação: Os dois prezados leitores estão redondamente enganados, por quatro razões básicas:

a) Quem proclamou seu encantamento com a trajetória do ministro Gil (e vice-versa) foi FH, não o HP.

b) Meirelles e seus “bostonboys” não são os únicos restolhos da “herança maldita” que minam os esforços do governo Lula, por dentro.

c) O artigo citado baseia seus argumentos em dados e fatos irrefutáveis.

d) A afirmação de que a gestão Gil tem sido pior para a cultura do que a passada não consta do artigo, mas da chamada de capa que é de responsabilidade coletiva da Redação.  

Fortalecer a democracia

Eleição após eleição ouve-se falar sempre que o cidadão deve votar consciente, exercendo bem a cidadania e por conseqüência fortalecendo a democracia. Uma participação efetiva poderia ser através do acompanhamento de um projeto de lei nas Câmara e Senado Federias, presença nas votações das assembléias estaduais e nas câmaras municipais, por exemplo, ajudaria na conscientização de como o parlamentar vota como o dinheiro seria gasto. Simulações poderiam ser feitas nas escolas. Isso, sim, contribuiria para o aperfeiçoamento da cidadania.

Pedro C. da Costa – São Paulo (SP)

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