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Cartas Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Apagão e privatização FHC expôs, numa entrevista, um dos pontos em que o PSDB pretende se diferenciar do PT. Bateu na tecla do “aparelhamento” do Estado pelos petistas, em contraposição ao “profissionalismo” e à “boa gerência” dos tucanos. Mas como classificar a crise de energia de 2001? A privatização mambembe das distribuidoras e o delirante plano de desregulamentação do setor são obra do consórcio formado pelo PFL baiano, o grupo fernandista no tucanato e técnicos que pularam de estatais para multinacionais em troca de polpudos vencimentos. O resultado da parceria foi um desastre. O racionamento diminui em 1,5 ponto porcentual o crescimento do PIB, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas. Consumidores e contribuintes desembolsaram R$ 31 bilhões para cobrir as perdas de geradoras e distribuidoras. O BNDES emprestou R$ 22 bilhões aos investidores no processo de privatização, mas só R$ 7 bilhões foram aplicados na expansão da oferta de energia. Apesar da montanha de dinheiro, o governo viu-se obrigado a socorrer as companhias em 2003 e a descascar abacaxis deixados pelo “competente gerenciamento” do setor. A Petrobras acaba de adquirir a última das três usinas térmicas erguidas com parceiros privados. Gastou cerca de R$ 2 bilhões para evitar um prejuízo de R$ 6 bilhões. A Eletropaulo foi praticamente reestatizada. Para solucionar uma dívida de US$ 1,2 bilhão, o BNDES aceitou 50% das ações da holding que controla a empresa paulista. Os franceses da EDF, controladora da Light, não vêem a hora de dar o pé do Rio de Janeiro, depois de muito prejuízo, polpudos socorros federais e serviços de baixa qualidade. A conta do seguro-apagão, criado para remunerar as 54 usinas emergenciais alugadas no fim de 2001, soma R$ 6 bilhões. Em resumo, representou perdas para os consumidores, ganhos fáceis para os donos das usinas e quase nenhum benefício para o sistema. As usinas permaneceram desligadas a maior parte do tempo. Rodrigo Carvalho – correio eletrônico Nada contra Dirceu Após oito meses de investigações, a Polícia Federal preparou seu relatório sobre a estória do mensalão, sendo que, pelo que já foi noticiado, concluiu, entre outras coisas, que não há provas materiais do envolvimento do Deputado José Dirceu com o assunto. Quando submetido ao Ministério Público, caso este se dê por satisfeito com as diligências realizadas pela polícia, reconhecerá a inocência, por nós já sabida, do Chefe da Casa Civil e sequer o denunciará à Justiça. Restará então saber como restituir o nosso direito de tê-lo como representante parlamentar, legitimamente eleito para defender as causas do avanço econômico e social do Brasil. O que já está claro é que as moscas que o cassaram o fizeram não pelos seus atos, todos probos, mas pelo seu compromisso com mudanças no sentido de acabar com os privilégios dos parasitas da Nação. Longe de conseguir seu intento de paralisar os avanços, a verdade que vem à tona tempera a certeza dos brasileiros de que José Dirceu trilhou e certamente trilhará os caminhos da libertação do Brasil. Iso Sendacz – correio eletrônico Mulheres iraquianas Uma saudação ao Dia Internacional das Mulheres. O dia em que mais uma vez terra treme em todos os cantos do mundo, onde mulheres, mães e trabalhadoras se unem por um mundo com menos guerras, pela solidariedade. Gostaria de parabenizar principalmente as guerreiras mulheres do Iraque, que estão enfrentando a ferro e fogo invasores que lhes roubaram as vidas de seus filhos, de seus homens, e de seu povo. Parabéns a todas as mulheres do Brasil e do Mundo! Maria Saviano da Costa – São Paulo (SP) Oportunistas e demagogos Eu sou um brasileiro comum, sem oportunidades, desempregado, endividado e falido. Mas muito patriota e nacionalista. Talvez seja por isso que sou pobre. Vejo no senador Arthur Virgílio, do PSDB, um opoturnista, cara-de-pau e demagogo barato. A sorte deste senhor é que no Brasil não existe opinião pública espontânea. Opinião publica só existe quando os senhores do poder querem justificar algo que não têm como justificar, aí eles falam na voz da opinião pública e do clamor popular. Pura balela. A mídia se incumbe de criar os modelos educacionais e os conceitos que devemos seguir. Estou dizendo isto porque este senhor, junto com outros hipócritas, em particular com o bilionário do Tasso Jereissati, outro cacique brasileiro, mandam pau no governo do presidente Lula como se eles nunca tivessem estado no poder deste país. Jorge Chaves – Rio de Janeiro (RJ) |