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8 de Março, Dia Internacional da Mulher na Avenida Paulista “Exigimos o imediato fim da agressão de Bush ao Iraque” Afirmou a diretora da FDIM e da CMB, Ana Maria Rodrigues, no ato que reuniu cerca de 10 mil lideranças de dezenas de organizações em homenagem ao Dia Internacional da Mulher na capital paulista Milhares de mulheres tomaram a Avenida Paulista na última quarta-feira para comemorar o Dia Internacional da Mulher, exigir direitos, assegurar os já conquistados na Constituição e pedir igualdade, paz e o fim da agressão ao Iraque. Sob a organização de 70 entidades femininas, sindicais, artísticas, parlamentares, negras, educacionais e políticas, as 10 mil mulheres marcharam mesmo debaixo de chuva. As lideranças portavam cartazes com os dizeres “Bush Fora do Iraque!”, assinado pela Coordenação dos Movimentos Socias (CMS), Confederação das Mulheres do Brasil (CMB) e Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM). “Estamos aqui lutando por igualdade, por direitos, por uma sociedade mais igualitária. Exigimos o imediato fim da agressão de Bush ao Iraque, que hoje representa um atentado à vida de milhões de mulheres e crianças”, disse Ana Maria Rodrigues, representante da CMB e da FDIM. Segundo a ex-vereadora Lidia Correa, da executiva do PMDB de São Paulo, entre as reivindicações deste 8 de março, a luta pela paz e pela auto-determinação dos povos é uma bandeira mundial. “Hoje fazem três anos que se iniciou a ocupação do território do Iraque pelas tropas do assassino Bush. E hoje as mulheres do mundo inteiro se levantam para exigir a retirada das tropas do Iraque. As mulheres norte-americanas, na imagem da mãe Cindy, também se levantam para que mais ninguém morra. Todas vocês que estão nesta passeata cumprem também esse papel”, conclamou. De acordo com a ex-prefeita de São Paulo e representante
do Coletivo de Mulheres do PT, Marta Suplicy, o século XX foi o século da
transformação, mas o século XXI será o ano das mudanças práticas. “O século
XXI começa bem porque é o século em que na prática vão começar as mudanças.
E já começaram com a eleição de mulheres na América Latina, na Europa e na
África”, afirmou ressaltando que “aqui no Brasil ainda temos um longo
caminho. Temos só 11% de mulheres no legislativo e 5% no executivo. Mas é isso
que vai trazer a nossa união. O desejo de levar a mulher pra gente, o desejo de
ocupar todos os postos nessa sociedade, para vencer, para lutar. E viva a mulher
brasileira!”. “UM MUNDO DE PAZ
E SOLIDARIEDADE” Para Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres, “o fato de que as mulheres do mundo inteiro hoje estarem lutando pela retirada das tropas norte-americana no Iraque é muito importante, primeiro, por este ato de solidariedade e também para as mulheres mostrarem que nós não estamos aqui só reivindicando nossos direitos específicos, mas estamos aqui reivindicando um mundo de paz, igualdade e solidariedade para todos e todas”. “O povo organizado, e no caso as mulheres organizadas, é a nossa principal ferramenta de luta para alertar a sociedade, para pressionar os governantes, para mostrar para os donos do poder, econômico, inclusive, que nos não vamos aceitar as atuais condições de trabalho, a exploração capitalista como ela se dá e isso é importante porque se todo povo se organiza se mobiliza e diz não a esse modelo ele tem que ser mudado”, afirmou Nalu. MARIANA MOURA |