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Dia da Internacional Mulher tem atos em todo o mundo e nos EUA pelo fim da ocupação Caracas: cem mil mulheres em ato contra agressão ao Iraque Manifesto com 2 milhões de assinaturas pelo fim da ocupação foi entregue na embaixada dos EUA. Cindy Sheehan comandou manifestação em frente à Casa Branca pelo “fim da destruição e derramamento de sangue” Exigindo o fim da invasão dos Estados Unidos ao Iraque e o fechamento do campo de concentração de Guantânamo, cem mil venezuelanas e venezuelanos realizaram no dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, uma marcha a partir da praça Brión, no centro de Caracas, até a Embaixada norte-americana. Folhetos de convocação, faixas e cartazes destacavam a palavra de ordem “Unidas contra a guerra”. A enorme manifestação, que iniciou às 8 horas da manhã de quarta-feira, incluiu a entrega na embaixada norte-americana de mais de 2 milhões de assinaturas pela retirada das tropas do Iraque e se solidarizando com a luta de Cindy Sheehan, que visitou a Venezuela em fevereiro para denunciar o caráter imperialista e criminoso da guerra que matou seu filho Cassey. Antonia Muñoz, governadora do estado de Portuguesa e participante da marcha, disse que “o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, não deveria utilizar o nome de Deus para justificar suas guerras, suas torturas e seus cárceres. Isso só deixa a nu o caráter anti-cristão e perverso de sua política”. Yelitza Santaella, governadora do estado de Delta Amacuro, condenou que “todos os dias morrem homens, mulheres, e crianças pela ganância do império”. Representando as mulheres trabalhadoras, a coordenadora
nacional da União Nacional de Trabalhadores, UNT, Marcela Máspero, destacou
que esta marcha é uma mensagem clara para o império. “Aqui o povo está
unido, as mulheres estamos todas unidas contra qualquer pretensão dos EUA de se
meter em nossos assuntos. A revolução que acontece em nosso país recuperou as
nossas riquezas e não vamos abrir mão delas”, frisou. RECHAÇO
Mostrando o rechaço da sociedade venezuelana pela política de ingerência do governo de George W. Bush, que tem causado grandes prejuízos ao país, a deputada Marelis Pérez expressou que “sabemos que com Washington não basta argumentar. Temos que mostrar a nossa força. E não estamos sozinhas, as mulheres e o povo do Iraque também não estão. O movimento contra o imperialismo é cada vez mais amplo. Mas, ressalto a luta das mulheres a-mericanas, representadas por Cindy, que lutam para impedir os atropelos que o governo de seu país perpetra contra os povos do mundo”. O Instituto Nacional da Mulher (Inamujer), dirigido por Maria Leon, organizou várias atividades que, com o nome de Jornadas de Solidariedade com o povo dos EUA, se realizarão na semana da mulher, concluindo no dia 14 de março. O Dia Internacional das Mulheres foi marcado por manifestações
contra a agressão do Império, particularmente contra o Iraque, em dezenas de
manifestações de costa a costa dos Estados Unidos e nas principais cidades do
mundo inteiro. ATOS NOS EUA Em Washington centenas de mulheres – com uma grande participação de mães de soldados norte-americanos – fizeram uma manifestação até a Casa Branca com faixas afirmando: “A ocupação é terrorismo” e “Deixem o Iraque agora” e entoando: “Não à ocupação” e “Paz no Iraque, traga meu filho para casa”. A manifestação contou com a presença de Cindy Sheehan – mãe do soldado Casey Sheehan, morto no Iraque e que, após estabelecer um acampamento em frente ao rancho de Bush no Texas, se tornou a mais destacada liderança, dentro dos EUA, na luta pelo fim da ocupação do Iraque. Cindy conclamou as manifestantes “”Não podemos contar com nossos governantes. Podemos contar apenas conosco. Nós, as mulheres, vamos conduzir este mundo à paz”. Ela foi intensamente aplaudida ao chegar para a manifestação. Cindy havia sido detida no dia 6 quando junto com uma delegação de ativistas norte-americanas e iraquianas tentou entregar uma petição contra a guerra - assinada por 100 mil mulheres dos EUA, Iraque e de diversos países – na missão dos EUA junto à ONU. A entrega do documento fazia parte do conjunto de atividades na semana que incluiu o 8 de Março, atividades unificadas em torno da organização norte-americana ‘Mulheres Dizem Não à Guerra’. Os funcionários da missão ianque ao invés de recebê-las chamaram a polícia que agiu com brutalidade contra a delegação de mulheres. A petição destaca: “Esse não é o mundo que queremos para nós ou para nossos filhos. Nós mulheres nos erguemos através das fronteiras para nos unir e exigir um fim à destruição e ao derramamento de sangue. Estamos convencidas de que chegou a hora da mudança que inclui a retirada de todas as tropas estrangeiras do Iraque”. SUSANA SANTOS |