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Mães de soldados dos EUA exigem na ONU retirada das tropas do Iraque “Ocupação é terrorismo” denunciam as norte-americanas nas ruas dos EUA “A ocupação é terrorismo”, essa era uma das palavras de ordem das centenas de mulheres em Washington, nesta quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, em protesto exigindo a retirada imediata das tropas americanas do Iraque. Atos ocorreram em dezenas de cidades por todo os EUA. A mobilização foi encabeçada por Cindy Sheehan, líder
do movimento pela retirada das tropas norte-americanas no Iraque, além das
organizações de parentes de militares mortos no Iraque (Gold Star Families For
Peace), Mulheres pela Paz, entre outras. PELA PAZ MUNDIAL
“Não podemos contar com nossos governantes. Podemos contar apenas conosco. Nós, mulheres, vamos conduzir este mundo à paz”, declarou Cindy os manifestantes. “Os necrotérios do Iraque estão cheios de homens,
mulheres e crianças inocentes”, enfatizou. Cindy, mãe de um soldado morto
durante a ocupação ianque, ficou conhecida em todo o mundo ao organizar um
acampamento em frente ao rancho onde Bush tirava férias, em agosto do ano
passado, para protestar contra a guerra. A iniciativa foi acompanhada por
milhares de pessoas e o movimento teve seu ápice durante uma marcha que reuniu
300 mil pessoas que cercaram a Casa Branca em Washington para exigir o fim da
ocupação criminosa. NA SEDE DA ONU
O ato percorreu as principais ruas da capital norte-americana. Em frente à embaixada do Iraque, as manifestantes expressaram apoio ao povo iraquiano e depois seguiram em passeata até a Casa Branca. “Não à ocupação”, “Paz no Iraque, traga meu filho para casa”, gritavam as mulheres. No dia 6, em frente a sede da ONU, em Nova Iorque, cerca de 20 ativistas tentaram entregar uma petição com mais de 100 mil assinaturas à missão dos EUA. A missão norte-americana se negou a receber a petição e chamou a polícia para agredir as mulheres. Cindy Sheehan e outras três ativistas foram presas. A pastora Patrícia Ackerman denunciou que a truculência dos policiais deixou Cindy ferida com uma torção no braço, além de marcas no dorso e na cabeça. Uma das cinco iraquianas presente no ato também foi agredida. O ato aconteceu depois de uma conferência na sede da ONU proferida pela delegação de iraquianas que denunciaram as mortes diárias provocadas pelos ataques das tropas americanas. “Bombardeios que atingem, inclusive, ambulâncias com feridos”, enfatizaram. Intisar Ariabi, farmacêutica do Hospital Yarmuk em Bagdá,
afirmou: “a ocupação destruiu meu país o transformou em uma prisão. As
escolas e os hospitais são bombardeados”. GUERRA IMORAL
“Me sinto ultrajada com o fato de que a missão dos EUA não pode enviar alguém à portaria para receber uma delegação de mulheres, cujas vidas de seus familiares foram atingidas por esta guerra imoral e destrutiva”, afirmou Ann Wright, ex-oficial do exército e diplomata dos EUA, também agredida durante as prisões. O documento pedia o fim da ocupação a devolução do
controle do petróleo ao povo iraquiano. “Nós mulheres dos Estados Unidos,
Iraque e em todo o mundo, dizemos que basta a esta Guerra sem sentido no Iraque
e aos ataques cruéis a civis no mundo inteiro. Já enterramos muitos de nossos
entes queridos. Vimos muitas vidas mutiladas para sempre por feridas físicas ou
mentais”, afirma a petição, que determina: “chegou a hora da retirada das
tropas estrangeiras do Iraque”. ”Assistimos
horrorizadas nossas preciosas riquezas despejadas na Guerra enquanto as
necessidades básicas de nossas famílias por alimento, habitação, educação
e saúde seguem não assistidas. Chega de vivermos com medo constante da violência
e vermos o câncer do ódio e intolerância se infiltrar em nossas casas e
comunidades”, finaliza. |