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França: Um milhão em atos contra ataques de Villepin aos direitos dos trabalhadores

Mais de um milhão de pessoas se manifestaram em toda a França, em marchas que aconteceram em 200 cidades, repudiando os ataques à legislação trabalhista perpetrados pelo primeiro-ministro Dominique de Villepin, que permitiriam mandar embora, sem nenhuma salvaguarda, nem direito reconhecido, a jovens trabalhadores, de 18 a 25 anos de idade, durante os dois primeiros anos de contratação.

Os maiores protestos, acontecidos na terça-feira, dia 7, foram em Paris, Marselha, Tolouse, Lion e Rennes. “Contrato, precariedade, exclusão”, diziam as faixas carregadas pelos jovens que enfrentaram uma chuva constante durante várias horas. “Contrato, primeira exploração”, cantavam os militantes sindicais da CGT, na Praça da Bastilha.

O contrato de primeiro emprego elaborado pelo governo, se dobrando às exigências do receituário das multinacionais,  permite que o trabalhador seja despedido sem indenização e com só 15 dias de pré-aviso, para facilitar às empresas poupar em benefícios sociais.

A lei se encontra ainda tramitando no Congresso. Porém, o primeiro dia de greve e manifestação foi um sucesso, segundo a avaliação de seus organizadores, envolvendo o conjunto dos funcionários públicos, 60% dos transportes, muitos comércios e bancos.

A função da Opera de Paris foi cancelada devido à greve dos funcionários do teatro. Igualmente, o prédio principal da Universidade da Sorbonne fechou depois que os estudantes bloquearam a entrada. Os manifestantes tomaram o metrô da capital e, em cada parada, convidaram os usuários a se somar aos manifestantes.

A maior empresa telefônica do país, a France Telecom, funcionou precariamente, na base de turnos, informou a direção da CGT. A radio e televisão públicas de notícias, France-Info, transmitiu só música.   

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