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Países Não-Alinhados defendem direito do Irã ao uso da anergia atômica para fins pacíficos

“O Movimento dos Países Não-Alinhados (MPNA) firmemente reitera o direito básico e inalienável de todos os seus Estados-membros, assim como estipulado no estatuto da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), de desenvolver a pesquisa, a produção e o uso da energia atômica para fins pacíficos”, afirma nota da entidade, que representa 115 países, sobre a pressão exercida pelo governo norte-americano sobre o Irã.

Os membros do MPNA representam 55% da população mundial e quase dois terços dos países-membros da ONU. “Por essa razão”, continua a declaração, “nada deveria sinalizar para uma inibição ou restrição desse direito dos Estados-membros de desenvolver energia atômica para propósitos pacíficos”.

A declaração também ironiza o descaso norte-americano com as metas de desarmamento nuclear: “O MPNA reafirma nossa forte convicção que somente a total eliminação de todas as armas nucleares é a absoluta garantia contra as ameaças do uso de armas nucleares”.

“Nosso Movimento também vê-se forçado a afirmar que todo o material nuclear declarado pelo Irã foi contado, e que a Agência (AIEA) não constatou nenhum desvio desse material para atividades proibidas”, continua a declaração.

“O MPNA vem observando atentamente todas as ações e constatou atitudes corretas por parte do Irã e não foram identificadas novas falhas”, acrescenta o Movimento, repelindo todo o circo criado pelo governo Bush em torno da questão iraniana. “Expressamos nosso apreço pela contínua cooperação iraniana e parabenizamos a iniciativa do país de buscar o mais alto degrau de transparência”, enfatiza..

“O MPNA fortemente acredita que a diplomacia e o diálogo são a única solução para a questão”, conclui a declaração, contrapondo-se ao discurso do vice de Bush, Dick Cheney, que afirmou recentemente que “uma ação armada não está descartada”.   

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