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Cartas Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Tarda, mas não falha Ao contrário do que tenta pintar a grande mídia, sabe-se que o Congresso fez justiça ao absorver os dois deputados do tal mensalão que, diga-se de passagem, foi uma criação cínica da própria mídia golpista para desestabilizar o governo do presidente Lula. Acuados e sem provas, após embasarem suas “provas” nas despudoradas denúncias de Roberto Jefferson, manjado gangster dos corredores palacianos dos períodos Collor e FHC, só resta agora à imprensa chorar por não ter alcançado seus espúrios objetivos. Calma, crianças, guardem parte de suas lágrimas: ainda terão que engolir, mais cedo ou mais tarde, a volta de Zé Dirceu ao cenário político, pois a justiça tarda, mas não falha. Paulo L. Mendonça - São Paulo (SP) Ministério da Cultura Essa repercussão retardada daquela entrevista do músico Gilberto Gil é um disparate preconceituoso, recheado com humor permissivo; um falso ensaio de investigação jornalística. Com certeza, vocês ajudariam mais esse favorável governo (mas muito insuficiente e fraco), pelejando contra a “farinha pouca”. E, como sugestão, por que não utilizar uma página inteira para falar da política econômica do Palocci, da concentração de renda que, neste governo, aumentou junto com a socialização da pobreza? Sei que vocês não são tucanos, mas aquela matéria sobre o Ministério da Cultura tem uma melodia para lá de saudosista. Brunna Lauer – correio eletrônico Nota da Redação: Prezada leitora, sua carta contém dois erros: a) a concentração de renda não “aumentou nesse governo junto com a socialização da pobreza”, diminuiu - apesar da política de Palocci. b) o saudosismo não é nosso, mas da política do ministro
Gil que mantém o mesmo princípio do período FH, de reservar o “horário
nobre” à produção dos grandes monopólios, agravada pela recusa em dialogar
com os setores organizados da cultura nacional, justamente os que podem ameaçar
essa deletéria hegemonia. Pedra sobre pedra Apesar de alguns erros deste governo, o Lula é o mais indicado para arrebentar com a corrupção no Brasil. Acabar é difícil, mas o presidente, ao abrir tantas CPI’s recomenda: “não deixe pedra sobre pedra”, “cortar na própria carne”, “não perseguir inimigos e nem proteger amigos”. Lula não fez como FHC, que sempre varreu a sujeira para debaixo do tapete. Francesko Orédem Franklin – Belo Horizonte (MG) Bancos estrangeiros A julgar pela vomitória campanha do PFL contra os prejuízos que os impostos do “governo do PT” causam aos trabalhadores, já em abril poderemos ter uma drástica redução, ou quem sabe mesmo uma completa isenção, do ICMS e do ISS, para não falar do IPVA e do IPTU. Senão, vejamos. Com a provável saída de Alckimin ou Serra, ou até de ambos, do governo e da prefeitura de São Paulo, assumem os vices do PFL, respectivamente prepostos dos bancos do Setúbal e do Bornhausen. Um trabalhador que ganhe 4 salários mínimos, por exemplo, provavelmente será isento do Imposto de Renda, federal, mas paga em tudo o que comprar, independente do recolhimento pela empresa fornecedora, 18% de ICMS e 5% de ISS em cada serviço que utilizar, que serão, segundo eles próprios, os impostos do “governo do PFL”. Veja-se que quanto menor a renda do trabalhador, maior a carga que esses impostos representam na sua já minguada renda, e trata-se de impostos “não-sonegáveis”, já que estão embutidos no preço pago pelo produto ou serviço. Há alguma verdade, no tocante ao pagamento de juros, em que o “governo do PT” gasta mal. Mas isso é porque ainda não extirpou o câncer tucano do Banco Central, onde estão os prepostos dos sócios maiores dos banqueiros do PFL, quer seja, dos grandes bancos estrangeiros. Iso Sendac - São Paulo (SP) PMDB e PT A iniciativa do prefeito do Recife, João Paulo (PT), ao convidar o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) para um café da manhã em sua residência, é uma clara demonstração da maturidade política que norteia as relações entre as duas maiores autoridades executivas de Pernambuco. O gesto do prefeito, que permanecerá no comando da capital pernambucana, homenageando o governador que está se desincompatibilizando do cargo, para disputar a eleição do Senado, proporciona um final elegante para uma profícua parceria administrativa, que durante os seis últimos anos foi exaustivamente cultivada por dois homens públicos que tiveram a grandeza de impedir que a boa convivência entre seus governos fosse contaminada pelas divergências. Júlio Ferreira – Recife (PE) |