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Cartas

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Milosevic, Levy e Meirelles

Milosevic - O HP publicou, há vários números, um trabalho primoroso sobre o Processo de Moscou de 1938. Yagoda e os médicos que medicavam os seus pacientes para morrer. Esses assassinos fizeram escola: 68 anos após a Otan e a CIA usaram o mesmo processo, só que descaradamente piorado, pois os pacientes, no caso prisioneiros da Côrte de Haia, eram obrigados a se envenenarem tomando forçados os comprimidos que os iriam matar. É de estarrecer até que ponto chegou o imperialismo norte-americano, que logo terá o seu fim, se Deus quiser.

Levy - Esse serviçal orgulhoso de seu servilismo (intitula-se o asno “cara de Chicago”) já deveria ter sido demitido pelo Lula, tais são as posições que toma contra a política do governo e da Nação. O famigerado é um débil mental, alegando que os especuladores irão tirar seus “investimentos” se a taxa de juros cair. Não retirarão, seu asno. Se a Selic ficar um ou dois pontos acima da taxa que paga o vice-campeão dos juros (a Turquia), os “investidores” continuarão aqui mesmo.

Meirelles - Esse Meirelles está fazendo o Lula de palhaço (desculpe-me HP). Ir a uma reunião tucana encontrar-se com a camarilha, Tasso, Artur Virgílio, Azeredo e o trêfego (como diz o HP) Sérgio Amaral, é o cúmulo do descaramento e desafio à pessoa do Lula. Qual é o problema que o Lula não demite esse serviçal de Boston? Peco-lhes, HP, que responsa a minha indagação e trancreva na íntegra o desabafo.

Valentim Valente - correio eletrônico

Nota da Redação: Infelizmente, Valentim, não temos resposta pra tudo.

Debate na Hebraica

A edição de março da revista do Clube da Hebraica de São Paulo anuncia, na contra-capa, para o próximo dia 20 de março, um debate com o tema “O que os palestinos querem?”. Apesar da minha comunidade não ter sido convidada para esse “democratíssimo” debate, ouso respoder à pergunta-tema: “Os palestinos querem viver em paz, como viviam, em suas terras milenares e ancestrais antes do advento do sionismo e de serem expulsos e proibidos de retornar. Querem poder ter sua família, divertir-se, trabalhar, sair às ruas com a certeza de que voltarão vivos, sem mais bombardeios, destruição de casas e plantações, toques de recolher, postos de checagem, ocupação ilegal de terras, apropriação indébita de dinheiro palestino, etc. Já se contentam com Cisjordânia, Gaza e Jerusalém, ou seja, 22% de suas terras originais. Mas nem isso Isarel lhes devolve”. Portanto, sugiro outro debate, com o tema: “O que pretendem, de fato, os governantes israelenses”.

Mauro Fadul Kurban, diretor-secretário da Federação de Entidades Árabe-Brasileiras do Estado de São Paulo (Fearab) 

Ingerência no Irã

Essa ONU, cada vez mais, vem a nos provar que está completamente desmoralizada, e agora quer fazer mais uma demonstração da sua total subserviência em relação à vontade dos EUA e seus prepostos para impor sanções ao Irã devido ao fato daquela República Islâmica não permitir inspeções em seu programa nuclear. O mais impressionante nisso tudo é que, também no Oriente Médio, cravada dentro da Palestina, Israel possui centenas de ogivas atômicas, nunca respeitou as dezenas de resoluções contrárias às suas arbitrariedades, mata, usurpa terras, humilha, prende e tortura palestinos, e a tal ONU em nada ameaça com embargos ou sanções. O presidente do Irã está certíssimo em não admitir ingerência externa em seu país pois tantos outros possuem energia e armas nucleares sem que sejam molestados.

Fernando Al-Egypto – Petrópolis (RJ) 

A tal “opinião pública”

Então Stédile será indiciado por incitação ao crime, apenas por ter elogiado a ação de mulheres da Via Campesina? Esta “opinião pública” (ou seria “privada”?) conhece a fundo a realidade a qual “censura”? Há alguns anos, em entrevista à revista Caros Amigos, o falecido jornalista Aloysio Biondi observou que a revista Veja desmoralizou o presidente Itamar Franco quando este liberou verbas para a Embrapa que nem dinheiro para a conta de luz dispunha, e a falta de dinheiro fez com que se perdesse anos de pesquisas. Itamar foi acusado de gastador e perdulário em época de contenção de despesas. A tal “opinião pública” silencia quando trabalhadores rurais são mortos ou expulsos de suas terras e outras práticas que, caso sejam publicadas pelos mesmos veículos que buscam denegrir a imagem de diversas associações e movimentos sociais, e até indivíduos, aparecem escondidos em cadernos de economia, ocultados em textos que referem-se a outros assuntos, de forma que ninguém consegue achar. Ou então o assunto é solenemente ignorado para dar a impressão de não existir, como no caso do ex-caixa de campanha de José Serra, ex-diretor do BB na gestão FHC e suspeito de cobrar propinas em processos de privatização (o caso mais ‘famoso’ seria o da Vale do Rio Doce), sr. Ricardo Sérgio de Oliveira.

Humberto Amadeu Capellari – São Paulo (SP)

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