|
1
2 3
4 5
6 7 8|Índice|
Biblioteca|Assinatura|Expediente|Cartas|Não tropece na Língua |
|
|
|
Cartas Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Acarajé music
Caro articulista: não fique triste com a emissão de opiniões
favoráveis ao saltitante Gilberto Gil: são debilóides ou beneficiários de
algum jabá, defensores do estragado acarajé music, a falsa música que
entorpece uma minoria de playboys baianos que adoram pagar fortunas pelos abadás.
Aquela palhaçada não tem nada de música popular brasileira, é uma grande
farsa e mina de ouro para as multinacionais do disco,
mas o que esperar de um hippie desmiolado defensor da anti-cultura, e
dessa tal word “embromation” que pode ser tudo, menos música? Ele adora
posar de inteligente, cheio de pseudo-filosofia, e desculpem a vulgaridade, mas
todas essas atitudes maléficas à defesa dos interesses da cultura nacional, só
tem uma explicação: toda aquela fraseologia oca em nome da democracia é só
uma tentativa de justificar os joelhos dobrados não pela artrose, mas por uma
extrema submissão, de quatro aos vampiros gringos que ele e a panelinha babam
quando os vêem em atitude predatória. A função do jornalismo que vocês do
HP fazem é o compromisso com a verdade, mostrando aos leitores o mal que essa
gente gostaria de fazer ao país, mas, certamente, não serão bem sucedidos.
Continue assim, batendo forte no fígado dessa raça! Leandro Arcain – correio eletrônico Requião e Alckmin
Quero cumprimentar o povo do Paraná pelas seguidas
demonstrações de coerência e verdadeiro zelo pelo interesse público de seu
governador Roberto Requião, do PMDB. Como se não bastasse sua luta contra os
pedágios; - cujo valores, até mesmo os eleitores daqueles que privatizaram as
estradas acham excessivos - a batalha da Termelétrica de Araucária contra a El
Paso; revisões de contratos firmados pela administração anterior que
comprovadamente lesaram os cofres daquele Estado. Quando julga de interesse do
povo do Paraná, Requião não pensa duas vezes em acionar a Justiça, e tem
levado a melhor. Também vale lembrar o fato de que não considera o MST uma
ameaça, mas sim uma bênção, por entender que aquele movimento é uma opção
real para os pobres, desviando-os do caminho mais que provável da
criminalidade. Destaca-se também a proibição do funcionamento de bingos e caça-níqueis
no Paraná, como parte do esforço no combate a crimes como lavagem de dinheiro,
corrupção, além da possível participação das máfias espanhola e italiana
no universo da jogatina. É um estilo contrário ao do governador de São Paulo
e candidato do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin que, em recente entrevista,
mais uma vez atacou o MST. Participou de um governo que privatizou estradas,
onde foram construidos pedágios antes mesmo de se tapar um buraco e, se eleito,
retomará a obra privatista de FHC, tendo à frente como seu mentor, Luiz Carlos
Mendonça de Barros (aquele do “limite da irresponsabilidade”); também é
membro do governo que fabricou um balanço fraudulento do Banespa, apenas para
doá-lo ao Santander; no caso dos caça-níqueis, vetou decisão da Assembléia
Legislativa, que proibia as máquinas Humberto Amadeu Capellari – São Paulo (SP) Tráfico e hipocrisia
As pessoas que (com décadas de atraso) ficaram indignadas
(tenho dúvidas se são sinceras) com a reportagem do MV Bill sobre crianças na
favela e no tráfico, são as mesmas que assistiram, em 2002, o filme “Cidade
de Deus”, mas não se indignaram porque não era um momento politicamente
correto, pois atrapalharia as pretensões do PSDB na disputa eleitoral. Essas
pessoas que se dizem indignadas são as mesmas que questionaram a importância
dos investimentos da prefeita Marta na construção das 21 escolas do CEU, na
periferia de São Paulo. São as mesmas pessoas que rejeitam a entrada de negros
e pobres nas universidades federais, através das Cotas ou do Prouni. São as
mesmas pessoas que ficam contrariadas com os projetos do Governo voltados para
os mais necessitados, como o Bolsa Família. São as mesmas pessoas contrárias
à Reforma Agrária, mas que praticam a sonegação fiscal. São as mesmas
pessoas que não pressionam os seus deputados e senadores
para a aprovação do Fundeb. São
as mesmas pessoas que foram contrárias ao desarmamento. São as mesmas pessoas
que passivamente não exigem do governo paulista uma Febem mais humana e
educativa. São as mesmas pessoas que criticam as ações caridosas do Padre Júlio
Lancelotti. São as mesmas pessoas que são contrárias à transposição de
1,4% das águas do Rio São Francisco para beneficiar
12 milhões de nordestinos. São as mesmas pessoas que há dezenas de anos,
assistem com total indiferença, a miséria se alastrando no alto dos morros e
na periferia das grandes cidades. São as mesmas pessoas que criticam os
investimentos do governo federal no Nordeste, nas regiões mais necessitadas e não
aprovam a atenção especial aos pobres brasileiros que há muito estão
desamparados pelo poder público. Que futuro teremos com essa oposição
rancorosa e descontrolada junto a essas mesmas pessoas que até hoje não
aceitaram e não engoliram a vitória do ex-metalúrgico como presidente do
Brasil? Joaquim da Costa – correio eletrônico |