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Cartas

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Só de religião

Sou judeu entre judeus,

Mas tenho asco dos meus.

Não somos de Israel,

Só judeus de religião.

Não havia Israel, não,

Só existia no papel.

Shimon Peres é polaco,

E assim Ariel Sharon.

Nathaniahu nasceu na Hungria,

Da Rússia era Ytzak Rabin.

Digo isto, minha gente,

Em alto e bom som.

Este Olmert, pessoal, é iugoslavo.

Outro é theco, inglês, alemão.

A lista não tem mesmo fim.

Eu digo, repito e cravo:

Judeus são, mas só de religião.

Tomamos terras alheias

Em invasão das mais feias,

Expulsamos proprietários,

Com suas casas ficamos

E com suas plantações.

Agimos como sicários

Deus do Céu, por que pecamos?

Nós, que somos europeus,

Só de religião, judeus?

Por que as tristes ações?

Porque matamos o Cristo,

O Cristo Filho de Deus.

E de novo, com frieza,

Voltamos a fazer isso

Trucidando, com torpeza,

O Cristo que se revela

Com estampa serena e bela

Na figura de um menino,

Um menino palestino.

Peca de novo o meu povo,

matando o Cristo de novo.

Saul - São Paulo (SP)  

Vitória do Hizbollah

Com o recente, incerto e frágil cessar fogo “decidido” pela desmoralizada ONU entre o Hizbollah e Israel, ficou evidenciado que o Partido de Deus libanês é de fato forte e corajoso. Lutar com pouco mais de mil combatentes contra um dito poderoso exército de 30 mil soldados em terra e diversos aviões disparando mísseis indiscriminadamente, foi uma demonstração inequívoca de abnegação e perseverança dos xiitas libaneses que não aceitam nem admitem sionistas intrusos em seu território. Os israelenses, com surpresa e medo, e tendo que demonstrar superioridade na guerra travada contra a milícia liderada por Hassan Nasrallah, resolveram então destruir quase todo o Líbano, matando aproximadamente cerca de mil pessoas inocentes sendo a maioria velhos e crianças, como forma de vingança contra um belo, pequeno e pacífico país árabe. Com o referido cessar fogo ficou evidenciado que um grupo aguerrido e patriota consegue superar a inferioridade bélica de seus oponentes e os enfrenta de peito aberto.

Fernando Al-Egypto - Rio de Janeiro (RJ)

Sul do Líbano

De repente uma bomba caiu em cima de um prédio numa cidade do sul do Líbano. O incêndio se alastrou rapidamente. Ali, de 7 anos de idade, saiu com alguns ferimentos em seu corpo, chamando pelos seus pais. “Pai? Mãe? Onde vocês estão? Por favor, não me deixem só nesse mundo!”. Quando olhou para o chão, viu que seus pais estavam “deitados”, bem perto dele. Nesse momento, um pueril sorriso se desenhou em seu rosto. Ao se aproximar deles, notou que os dois estavam com as mãos unidas e se “olhando”, como se pedissem à Deus proteção. O menino deitou-se junto, tentando fazê-los despertar, pois pensava que aquela era mais uma das deliciosas brincadeiras de domingo à tarde. “Pai e Mãe, eu preciso ir à escola, pois já estou atrasado!”. A sua inocência evitava que compreendesse a cruel realidade dos fatos. Logo após  chamá-los, em vão, sentiu-se curioso em relação a um objeto que se encontrava próximo do local. Pensou que aquilo poderia ser um presente de seus pais, afinal, seu aniversário aconteceria naquele dia. Afoitamente, foi tomar posse do tal “presente”. No momento que suas pequeninas mãos o tocaram, não teve tempo algum de sentir alguma satisfação ou alegria. Naquele momento, apenas uma coisa pode ser constatada: o menino Ali não ficou mais sozinho nesse mundo.

Shawki Shunan - correio eletrônico 

Vexame bélico

A desmoralização das potências belicistas do Planeta é cada vez mais irreversível. Como se não bastasse a surra que o criminoso Estado de Israel levou no Líbano, nem mesmo a imprensa americana consegue mais esconder as evidências da iminente derrota dos EUA no Iraque, que pode tardar mais um pouco, mas não falha. Um vexame bélico, que deixa claro que não há tecnologia de armamento capaz de amordaçar a determinação humana.

Paulo Lucinatto - São Paulo (SP)

Privatizações do PSDB

Leio o HP e suas notícias e reportagens têm me ajudado a entender a lógica das coisas do mundo. Envio, para conhecimento, ligeiras notas sobre a administração paulista do PSDB-PFL: As privatizações do patrimônio público do Estado de São Paulo carrearam para os cofres do governo cerca de R$ 34 bilhões. A dívida, que era de R$ 34 bilhões, em 1995, se elevou para R$ 123 bilhões em 2006. Os recursos oriundos das privatizações que, segundo o governo do PSDB-PFL, davam para liquidar a dívida pública e investir em Educação e Saúde, sumiram no ralo da política de juros altos implantada pelos governos neoliberais que, nos últimos 12 anos, têm administrado o país. Os serviços públicos de Saúde e Educação não têm atendido às demandas sociais dos trabalhadores, tampouco cessou o processo de endividamento público. O que eles queriam, realmente, era o desmonte do Estado, um Estado mínimo.

Sólon Dias Santos - correio eletrônico

Trem de Anchieta

Infelizmente, o Trem de Anchieta, assim como o trem turístico São Paulo-Santos, entre outros projetos ferroviários são, no mínimo, super fantásticos. De concreto realmente não existe nada, e nada foi feito. A velha ferrovia entre Samaritá-Juquiá/Cajati está totalmente abandonada com árvores nascendo no meio da linha em muitos trechos. Os supostos carros de passageiros que seriam reformados para o tão espetacular Trem de Anchieta, estão todos largardos, depredados, abandonados no pátio de Presidente Altino, em Osasco. Portanto, infelizmente será que esse foi só mais um dos inúmeros alarmes falsos que já ocorreram antes? Quem se lembra que antes de surgir esse suposto Trem de Anchieta, tudo estava certo para o trem turístico no litoral Sul, uma maria-fumaça de Atibaia, para fazer passeios entre Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe nos finais de semanas, feriados e temporadas de férias. Alguém viu pelo menos a fumaça da locomotiva à vapor? Que houve com o projeto Trem de Anchieta com os glamourosos carros de aço inox da Sorocabana restaurados e transportando os turísticas entre Praia Grande à Peruíbe? A quase centenária ferrovia é a certidão de nascimento de muitos municípios, hoje ignorada. Mas, quem sabe, as idéias mudem....

Luiz Carlos Gomes da Silva - Sorocaba (SP) 

Auxiliar da Opus Dei

A temperamental Heloísa Helena, senadora e candidata pelo PSOL à presidência da República, tem servido de linha auxiliar ao candidato da direita, isto é, Opus Dei Geraldo Alckmin. A candidata foi muito cortejada pela imprensa golpista enquanto era-lhe útil, mas de agora para frente vão começar pegar pesado com ela. Numa primeira entrevista de uma série que a TV vai promover aos candidatos a presidente, ao ser anunciado um jornalistas para a pergunta, Heloísa Helena colocou as duas mãos no rosto e, na resposta, chamou o entrevistador ironicamente de imbecil, e era uma pergunta logística. Calma, dona Helena, vem muito mais chumbo grosso por aí.

Lair Estanislau Alves - Belo Horizonte (MG)

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