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Próceres do “3º turno” batem em retirada antes mesmo do resultado do segundo turno

Diante da vitória esmagadora de Lula neste segundo turno das eleições, alguns integrantes da “Banda Lacerdista” da oposição foram obrigados a baixar a bola antes mesmo da abertura das urnas.

A tese do tal “terceiro turno”, alardeada nas últimas semanas pelos tucanos mais recalcitrantes e pela mídia golpista, diante dos números favoráveis a Lula, teve que ser rapidamente abandonada. “Isso não existe, isso é conversa. Terceiro turno é coisa de golpista”, afirmou Fernando Henrique, antes de votar, no domingo.

Outro tucano que já havia levado uma surra do presidente no primeiro turno e que também resolveu recuar foi Artur Virgílio Neto. Ele recebeu apenas 4% dos votos para governador no primeiro turno, enquanto Lula deu um banho, sendo que no segundo turno obteve quase 90% dos votos do Estado. Aí não teve jeito. O intrépido Virgílio teve que admitir: “Eleição legítima não se discute, se aceita. Sou completamente contra essa forma preconceituosa de ver o voto e de dizer que o povo não sabe votar”.

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, que  não conseguiu eleger nenhum deputado no Ceará, prevendo a ampliação da vitória de Lula, defendeu o recuo. Declarou, no domingo, que vai “respeitar até o fim do mandato a decisão do eleitor”. Anunciou que os tucanos aceitarão dialogar pessoalmente com o presidente. “Ainda não fui convidado para dialogar, e não posso dizer que não irei”, informou.

Diante do silêncio mórbido do senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL, César Maia, prefeito do Rio, foi quem resolveu falar sobre a catástrofe que se abateu sobre o PFL e sobre a relação com Lula: “Lula vai se eleger bem, depois de remontar uma aliança anterior”. “Do outro lado, você não tem maioria para fazer reformas contra essa base do Lula”, admitiu. Os líderes do partido na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), e no Senado, José Agripino (RN), também sentiram o cheiro da derrota e se adiantaram às urnas. “Lula não pode esquecer que tem seus interlocutores no Congresso”, disse o líder na Câmara, no domingo. Já José Agripino também advogou no mesmo dia que o partido tem que baixar a bola: “Os interesses do país têm que ser discutidos no Congresso”. “Toda vez que os ministros e os interlocutores do governo quiseram negociar, a oposição sentou na mesa”, argumentou.

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