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Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Biografia Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, nascido em 1952, quer ser presidente da República. Diz ele que é médico, que o negócio dele é “cuidar de gente”. Em 1972, pouco antes de completar 20 anos de idade, ele foi eleito vereador em Pindamonhangaba, SP, sua cidade natal. Nesse mesmo ano, ingressa no curso de Medicina, em uma universidade da vizinha Taubaté. Tal curso tem a duração de, no mínimo, seis anos. Então, se Geraldo José cumpriu rigorosamente a tabela, formou-se em 1978. Antes disso, em 1976, ele fora eleito PREFEITO de sua cidade, para cumprir um mandato de SEIS anos. Em biografia que ele dissemina pela imprensa amiga, consta que “Dr” Geraldo especializou-se em Anestesiologia no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, na capital paulista. Significa dizer que o senhor prefeito, por essa época, dividiu seu tempo entre o gabinete em Pindamonhangaba e o HSPE, na Vila Clementino, Zona Sul paulistana. Ao terminar seu mandato como chefe do Executivo Municipal, em 1982, ato contínuo elegeu-se deputado estadual. Daí para a frente, Geraldo deputou em Brasília, por dois mandatos consecutivos, até tornar-se vice-governador de Mário Covas. Então, a pergunta que não quer calar é: quando e onde o “Dr” Geraldo “cuidou de gente”? Em que hospital ou clínica anestesiou algum mortal? Curiosamente, o nome desse cidadão não aparece nos registros do Conselho Regional de Medicina, nem mesmo como inativo. Que raio de médico é esse que não está registrado no órgão que regula e fiscaliza a medicina? O nome disso é charlatanismo. Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho é uma fraude grotesca. E ele quer ser presidente da República!!! Para comprovar a fraude, entre no sítio do CRM-SP: www.cremesp.com.br Paulo Santiago - São Paulo (SP) Nota da Redação: O leitor não encontrou o nome do doutor Alckmin entre os médicos inscritos no CRM-SP. Nem nós, apesar de tentarmos, repetidamente, de várias formas diferentes. No entanto, no domingo, eis que, finalmente, o doutor Alckmin pôde ser localizado, e entre os médicos “ativos”. Das duas uma: ou nos enganamos ao consultar o site, ou estamos todos sendo enganados. Lição de serenidade Apesar dos preconceitos, Luiz Inácio Lula da Silva superou todas as adversidades e deu lição de serenidade diante dos seus adversários. A superação, a obstinação e a perseverança de Lula o fizeram vencedor. Suas primeiras declarações foram de um estadista sério, responsável e comprometido com a Nação brasileira. Se a enorme responsabilidade que pesa sobre seus ombros diante dos votos expressivos que recebeu for respeitada, o presidente Lula poderá se tornar o mais conceituado mandatário deste país gigante. Paulo Hirano - Curitiba (PR) Mistério das pesquisas Salve, companheiros. O leitor Fernando Al-Egypto levantou uma pontinha do véu de Isis sobre esse mistério insondável que é o universo sondado pelos institutos de pesquisa. Também eu, como ele, jamais o fui, nem conheço viv’alma que o tenha sido. Mas vocês estão reparando na nova tática desses antros de tráfico de influência? Dão mais de 20 pontos de vantagem desde o início da campanha ao nosso candidato - no caso, Lula - e aí, na véspera do pleito, surge “o maior escândalo da história”: um dossiê comprovando documental e fotograficamente que Serra, Barjas Negri e Alckmin são culpados por formação de quadrilha, desvio do erário e enriquecimento ilícito, mas por culpa de Lula e do PT e, adeus 1º turno; queda vertiginosa, em 24 horas. Estejamos atentos para a próxima prestidigitação da choldra psdbista/mídia golpista, que aliás, não passa de mais uma cortina de fumaça para disfarçar a mão grande deles nas centrais de apuração e totalização. Doris Gibson - correio eletrônico Faltam respostas Dossiê: Não existe mais nada a ser perguntado? Não me recordo direito mas me parece que, num desses habituais ataques do PCC, alguém da polícia ou da Secretaria de Segurança ao ser questionado sobre as comunicações da facção, teria dito algo mais ou menos como: “estávamos deixando-os conversarem à vontade, porém grampeados, para sabermos de seus planos”. Ou algo assim. Me soa correto. E me veio a questão: “Se esse tipo de ação - deixar com que os meliantes negociem qualquer coisa, sem ser atrapalhados, nem abortada a negociação no meio do andamento, mas apenas acompanhando e colhendo informações, para pegar dois coelhos de uma vez - é uma estratégia útil a ser empregada, por quê isso não foi feito no caso do dossiê?” Explico melhor: Os Vedoin estavam sendo grampeados e suas movimentações financeiras acompanhadas. Como eles fariam para movimentar o dinheiro da venda do dossiê? Depositariam em contas no estrangeiro? Acertariam algum débito vencido? Comprariam imóveis? Automóveis? Não teria sido melhor, do ponto de vista da Inteligência Policial, deixá-los agir sem descuidar da preocupação sobre de onde veio o dinheiro dos compradores, mas acompanhar os passos que os Vedoin dariam a partir dali, o que poderia favorecer as demais investigações em andamento? Não sei. Essa história ainda tem muitos furos, e não são furos de reportagem. Humberto A. Capellari - São Paulo (SP) |