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Procurador acoberta crime de delegado Edmilson Bruno A decisão tomada pelo procurador Norberto Diana, do Ministério Público Federal em São Paulo, de acobertar o crime do delegado da Polícia Federal, Edmilson Bruno, pelo vazamento das fotos do dinheiro apreendido com ex-petistas no caso do dossiê dos sanguessugas, pedindo o arquivamento do processo criminal, é um atentado contra a Polícia Federal e contra o código de ética e de conduta que move a imensa maioria dos que integram esta importante instituição. Para o procurador Norberto Diana, “nas investigações não surgiu nenhuma prova de que o delegado tenha recebido vantagem pela divulgação das fotos, afastando assim a caracterização de crime de corru-pção passiva”. GRAVAÇÃO A gravação do momento em que Bruno arma com jornalistas o vazamento das fotos já é prova mais do que suficiente de que ele cometeu sim um crime. Ele mentiu, afirmou que iria dizer que foi roubado, ter consciência que estava agindo ilegalmente e sorrateiramente para influenciar na eleição. É claro que ele não receberia dinheiro em sua conta bancária. É claro que ele sabia que a armação – como já aconteceu no país – seria uma peça importante para influenciar nos rumos da eleição. SERVIÇO A TUCANOS Não há dúvida que a sua intenção era mostrar serviço aos tucanos, tentar buscar uma promoção (uma vantagem indevida) caso seu intento, ou seja, causar a derrota do presidente Lula, fosse conseguido. Ele agiu no submundo das leis, mentiu e enganou seus colegas e seus superiores e expôs ao ridículo a instituição que vem realizando um excelente trabalho para o país. Em menos de um mês a Polícia Federal deve concluir o processo administrativo aberto contra Bruno. As penas podem chegar a uma suspensão ou demissão. |