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Halliburton do vice de Bush teve aumento de 22% nos lucros durante o terceiro trimestre no Iraque

A empresa norte-americana Halliburton, que há poucos anos era dirigida pelo vice-presidente de Bush, Dick Cheney – um dos mais obcecados defensores da invasão ao Iraque – vem aumentando seus lucros, graças às negociatas perpetradas contra o país árabe, após a invasão em 2003.

“Foi um trimestre excepcional para a Halliburton”, disse um diretor da empresa, que obteve praticamente todos os  contratos feitas pelo governo Bush para o Iraque – de petróleo a alimentação; de construção de alojamentos, passando por transporte e vestimentas.

A Halliburton, da qual Cheney continua acionista de peso, obteve um lucro de 488 milhões de euros no terceiro trimestre de seu ano fiscal, 22% a mais que no ano anterior. O volume total de negócio alcançou a cifra de 4,7 bilhões de euros.

A KBR – uma divisão da Halliburton – incrementou em 4,3% seu faturamento de quase 2 bilhões de euros. Metade disso tem a ver com  suas atividades no Iraque. “Foi um trimestre excelente”, afirmou Dave Lesar, presidente da filial que foi beneficiada com um contrato de 18 bilhões de dólares, sem licitação, para a regularizar a extração do petróleo iraquiano. A empresa aproveita as guerra de agressão ianques para engordar seus lucros. A arapuca obteve lucros com a primeira agressão ao Iraque em 1991 e também com os bombardeios à Iugoslávia. Na última semana, o escritório do inspetor geral especial dos EUA divulgou relatório no qual denuncia que a empresa violou normas federais de contratação para proteger a propriedade de sua informação.

“Informação tão fundamental como o número diário de refeições servidas aos soldados americanos num refeitório era classificada como ‘não publicável”, diz o relatório. 

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