|
1
2 3
4 5
6 7 8|Índice|
Biblioteca|Assinatura|Expediente|Cartas|Não tropece na Língua |
|
|
|
Congo realiza o 2º turno e Joseph Kabila é o favorito Com favoritismo do atual presidente, Joseph Kabila, candidato a um novo mandato, foi realizado na República Democrática do Congo o segundo turno das eleições presidenciais, no domingo, dia 29. Jean Pierre Bemba, que no esforço do governo para unificar o país ocupava a vice-presidência, disputa o cargo. Antes de iniciada a votação, os dois candidatos assinaram um acordo em que se comprometeram a respeitar o resultado das eleições. A polícia teve de intervir para impedir choques violentos. Soldados da tropa internacional de paz composta por 17.600 militares patrulharam as principais cidades. No primeiro turno, Kabila obteve 45 por cento dos votos, e Bemba, 20 por cento. Joseph é filho do ex-presidente Laurent-Desiré Kabila, assassinado em 2001 a mando dos setores mais retrógados dos EUA por sua política independente. Ele tinha derrotado o antigo ditador Mobuto Sese Seko, capacho de Washington, em 1996. A RDC, mesmo que com importantes avanços, ainda vive uma situação difícil. Entre 1998 e 2003, aproximadamente 5 milhões de pessoas perderam a vida na guerra de agressão financiada pelos EUA e perpetrada por setores com o apoio de governos dos países vizinhos, Ruanda e Uganda. Nesses 5 anos, o Congo foi dividido em três, primeiro, o território sob controle do governo central, com sede em Kinshasa, dirigido por Laurent Kabila e, depois, por Joseph Kabila; segundo, o território ocupado por tropas da Ruanda; e terceiro, o território ocupado pelo exército de Uganda e controlado pelo autodenominado Movimento de Libertação do Congo(MLC), o grupo de Bemba, ligado a Mobuto. Os agressores estrangeiros foram protegidos e financiados pelos EUA que não aceitam governos que não se submetem a seus interesses. TRANSIÇÃO Em julho de 2003, diante da exaustão da população com a guerra, e na tentativa de pacificar a região, Joseph Kabila aceitou compor um governo de transição com as forças que ocupam regiões do país, até a realização de eleições que permitissem à população se expressar livremente. Inconformado com o resultado anunciado pela Comissão Eleitoral Independente, CEI, no primeiro turno, em julho, Bemba provocou escaramuças e provocações que foram enfrentadas pelo exército congolês. Ex-dirigente dos mercenários de Uganda é um dos responsáveis da guerra que infelicita o país. No domingo passado, a apuração dos votos começou imediatamente depois do fechamento dos colégios eleitorais, apesar dos vários enfrentamentos que houve em diversas regiões do país. Os observadores internacionais, dirigidos pela ONU, declararam que o processo preservou condições aceitáveis de legalidade. Porém, não se espera um rápido resultado e, da mesma forma que no primeiro turno, os primeiros dados se conhecerão vários dias depois. Os resultados finais estão previstos para o próximo dia 19. |