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Multidão recebe Lula em festa na Paulista

Ministros, lideranças políticas, sindicais e do movimento social se uniram às milhares de pessoas que foram saldar o presidente Lula na festa da vitória

Uma grande festa na avenida Paulista marcou a vitória do presidente Lula no domingo, com a participação de milhares de pessoas que tomaram conta da principal avenida de São Paulo.

Na festa da vitória, quatro trios-elétricos espalhados pela avenida animaram os manifestantes, que comemoraram com muito entusiasmo e vibração a reeleição de Lula. Bandeiras, fogos de artifícios e palavras de ordem como “Lula de novo, a vitória é do povo” também acompanharam a multidão, que aguardou ansiosa pela chegada do presidente.  

ALEGRIA E EMOÇÃO 

Acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, Lula foi recebido com muita alegria e emoção pelos manifestantes. “Pela primeira vez na história, o povo decidiu ser o artista principal e não o coadjuvante da política brasileira”, afirmou o presidente. No palanque, diversas lideranças saudaram o apoio da população.

O coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, destacou que o segundo turno “nos permitiu dar mais nitidez à campanha e mostrar que haviam dois projetos em disputa: um, o projeto do crescimento econômico com distribuição de renda, democracia e soberania. Outro, que representava a volta ao passado, o passado das privatizações e do combate às conquistas sociais. Àqueles que disseram que o povo era uma massa de pessoas desinformadas e que se vendia pelo Bolsa Família, ficou claro que não há nada mais  sábio do que o povo, que votou com discernimento”, disse. “Lula não sai só com uma vitória eleitoral, mas legitimado para dar continuidade ao trabalho de reconstrução do país, de ampliação da democracia”, afirmou. 

SOBERANIA  NACIONAL 

“Hoje venceu o projeto que reduziu o fosso entre ricos e pobres, que diminuiu as diferenças entre o Norte e o Sul, o projeto da soberania nacional. Não foi só o carisma do presidente, mas sua capacidade de trabalhar com e para o povo”, disse a ex-prefeita Marta Suplicy.

Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência da República, afirmou que neste próximo mandado, os movimentos sociais “devem ser chamados para um processo de definição de políticas públicas, mais do que foram no primeiro governo”. “Os movimentos sociais não são um problema. São, sim, solução”, concluiu. 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopes Feijóo, ressaltou as conquistas no governo Lula, como “a diminuição do preço da cesta básica e dos materiais de construção e os empregos gerados com carteira assinada”. “E isso só foi possível porque somos governados por um homem do povo, que sabe o que isso significa, e não por alguém da elite”. “Esta é uma vitória dos de baixo. Por que a elite estava irritada? Porque estamos mudando a cultura deste país. Eles não conseguem mais impor sua cultura. Agora é a nossa, que mostramos que podemos governar melhor do que eles”, afirmou Feijóo. 

EDUCAÇÃO 

Gustavo Petta, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), ressaltou as políticas na área de educação no governo do presidente Lula, e que a partir de agora será possível que “o ProUni dobre seu número de vagas, que a educação pública seja democratizada, que o jovem pobre e negro tenha acesso ao ensino”.

Falaram ainda o senador Aloísio Mercadante, os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores), Tarso Genro (Relações Institucionais), Nelson Machado (Previdência Social), Luiz Marinho (Trabalho), Matilde Ribeiro (Secretaria Especial para Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial), Nilcéia Freire (Secretaria Especial de Políticas para Mulheres), Altemir Gregolin (Agricultura e Pesca). Além de Ubiraci Dantas, vice-presidente da CGTB, representando o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8), também falaram no ato, Canindé Pegado, secretário-geral da CGTB e João Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, representando a Força Sindical.

JÚLIA CRUZ 

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