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Editorial

Não resta dúvida de que os grandes monopólios de imprensa são o flagelo da democracia, e que boa parte de seus funcionários são prostitutas sem qualquer sentido de decência, sempre prontas a vender suas consciências, mentir e caluniar na esperança de obter uma promoçãozinha, um cinema, um botequim...

No entanto, responder às provocações dando bandeirada em cabeça de repórter, como ocorreu nesta segunda-feira em Brasília, não é uma forma de luta adequada para sanar esse mal, até porque, conforme diz o velho ditado, o que não mata, engorda.

Por mais vergonhosa, covarde e iníqüa que tenha sido a campanha golpista do “mensalão” e do “dossiê”, movida por tais setores da mídia contra o presidente Lula, ao longo de 18 meses,  o confronto físico não é recomendável, pois apenas lhes fornecerá munição para posarem de vítimas.

Só há um caminho para restringir o poder de manipulação dos monopólios de imprensa: a denúncia de seus desmandos e a luta tenaz pela democratização dos meios de comunicação.

Essa luta passa pelo fortalecimento da rede pública de comunicações e da imprensa livre, que defende os interesses populares, não forja fatos e nem mascara suas opiniões por detrás de uma suposta e farisáica “objetividade jornalística”.

O fim da exclusão destes veículos por parte das instituições e empresas públicas na distribuição de suas verbas publicitárias - discriminação da qual o HP, apesar de suas 2.515 edições, tem sido um exemplo vivo - é, portanto, um imperativo democrático, sem o que a “liberdade de imprensa” seguirá restrita à liberdade para seus coveiros: os monopólios de mídia. 

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