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Cartas

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Apoio à cultura

Sou diretor e produtor teatral em Curitiba. Tenho realizado, em 22 anos de carreira, vários espetáculos com leis de incentivos que, aqui em Curitiba, resumem-se ao nosso único e eficaz mecanismo: nossa Lei Municipal. Lei Estadual foi vetada. Lei Federal, bom, esta vocês sabem muito bem como funciona. Aliás, é sobre isto que me endereço à vossa editoria. Recebi hoje retransmissão da ótima matéria sobre a Lei Rouanet intitulada “As mudanças cosméticas de uma Lei que já nasceu torta” e me motivei e lhes escrever para parabenizar pelo que considero a melhor matéria que já lí à respeito em âmbito nacional. Além de autor, diretor e produtor de teatro, sou professor do Departamento de Teatro da FAP e na disciplina de produção vou adotar este texto de vocês como material didático. Queria que este e-mail chegasse aos jornalistas Ana Braia e Valério Benfica que assinam a matéria e gostaria de ter acesso ou cópia das matérias anteriores sobre o tema. Em 22 anos de carreira e 18 produções culturais no currículo sob minha direta responsabilidade (como diretor ou produtor), nunca cheguei a realizar um projeto sequer com verba federal. Acredito, no entanto, que a contribuição que resenhas críticas de tão alto padrão como esta fazem pela cultura é indescritível, pena que não repercutem em mudanças reais, que deveriam ser tomadas pelo corpo de gestão de nosso governo. Criei um link para acessar a Hora do Povo e acompanhar próximas matérias. Grande abraço.

Luiz Roberto Meira - Curitiba (PR)

Nota da Redação: Vamos lhe enviar, Luiz, as matérias que você pediu. Agradecemos pelo apoio e um grande abraço do pessoal da Redação para você também.  

Tarifas bancárias

Chamo a atenção para a abertura da Temporada de Reajustes de Tarifas Bancárias. Sou correntista do Banco ABN Amro - Real, tanto na pessoa física como na jurídica, e recentemente recebi uma notificação de reajuste de 50% no preço de nossa cesta de serviços. Isso depois de outro aumento de 11,11% em fevereiro de 2006. Quer dizer, sofremos 66,66% de aumento num período de apenas 8 meses. Não há nenhuma justificativa para um aumento de 66,66% num período em que a inflação acumulada ficou próxima de 3%, a não ser a ganância e o abuso de quem pratica tais reajustes. Acredito que a maioria dos bancos vão aproveitar esta época pré-eleições para praticar os seus reajustes. Fico indignado que estes bancos possam agir dessa maneira, esquecendo-se totalmente de que até bem pouco tempo atrás eles pagavam para nós colocarmos nosso dinheiro à disposição deles, e hoje eles nos achacam com tarifas escorchantes.

Francisco A. Camargo - São Paulo (SP) 

Dia do Saci

Por que Saci? Porque somos todos Sacis. E por que queremos o Dia do Saci a 31 de outubro? Porque acompanhamos o Brasil, a Sociedade Amigos do Saci que implantou a idéia em diversas cidades e no Estado de SP. Porque o Saci vai ter seu dia no país no projeto do deputado Aldo Rebelo, porque o Saci é nosso, é brasileiro, é moleque, é alegre, negro, rápido, esperto e tem boné vermelho. Por isso o propomos anos a fio na Câmara de Santos, que não despertou para ele. Queremos seu dia porque o Brasil não se contenta com fadas, bruxas e abóboras de climas gélidos, quer o Saci sem camisa, calorento, divertido e resultado desta imensidão de natureza, cor e folclore que é o Brasil e suas matas e rios. Porque foi nesta terra tropical que o Saci cresceu e aparece ora vez em quando, embora tenha gente que não acredite como em tantas coisas encantadas que são. Queremos Saci porque cultuado por Monteiro Lobato desde 1917, aquele gênio do petróleo e do ferro, do Sítio do Pica-Pau Amarelo, das primeiras histórias infantis. Queremos o Saci Pererê porque manifestação criativa, coletiva, inteligente, arraigada e avessa a modelos importados e sem graça que cultivam coisas inexistentes por aqui, neste centro do mundo mais belo e ensolarado que se viu. Por que Saci?

Ademir Pestana, vereador - Santos (SP) 

Felipe Massa

No Brasil, Felipe pôde meter a mão na massa, pilotar na raça, gritar: “Por mim ninguém passa!” e depois, em estado de graça, erguer a taça e comemorar com o povo brasileiro, que desde 1993 não ouvia o Hino Nacional no GP Brasil. Valeu Massa! Sua vitória reacendeu a esperança para o automobilismo nos próximos anos. Barrichello ainda permanece uma incógnita, uma equação mal resolvida; mas os possíveis ingressos de Nelsinho Piquet e de Bruno Senna, para, quem sabe, 2008 também aumentam nossas chances de retorno aos nossos melhores momentos nesse esporte, que começaram em 1969, com Emerson Fittipaldi (antes dele, na década de 1950, Chico Landi já havia conseguido algum destaque), atingiram o ápice com Nelson Piquet e Ayrton Senna. 2007 promete, e o Massa está no forno. Esperemos que até lá ele já esteja no ponto, pronto! Sai da frente Kimi, porque o Felipe, como dizem os nordestinos, é “massa” até no sobrenome!

Adilson L. Gonçalves - correio eletrônico

 

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