Ética tucana
A privatização da
empresa transmissora de energia CTEEP, encabeçada pelo ex-governador paulista
Geraldo Alckmin, em junho passado, foi mais um triste capítulo da política de
privatizações no setor elétrico paulista, levada adiante pelos governos do
PSDB. Esse processo culminou com a estagnação da oferta de energia elétrica no
Estado. A CTEEP foi vendida por R$ 1,19 bilhão para a colombiana ISA –
Interconexión Elétrica e esses recursos foram se somar aos R$ 51,7 bilhões já
obtidos com a venda de outras empresas paulistas de energia como CPFL,
Eletropaulo, Elektro, Bandeirante, CESP Paranapanema, Comgás, CESP Tietê nos
últimos anos de governos do PSDB. Apesar desse esforço, cuja justificativa
inicial era de quitar a dívida do Estado, o resultado final foi o inverso: a
dívida manteve-se em alta. Seu valor nominal em 1994 era de R$ 34,1 bilhões
(ou R$ 103,9 bilhões em valores corrigidos) e ao término de 2004 encontrava-se
no patamar de R$ 138,7 bilhões. Esta é a tão falada ética tucana?
Paulo Marcondes -
São Paulo (SP)
O
amanhã
É a primeira vez
que leio a Hora do Povo e parabenizo-o pelo teor dos textos que li, pelas
entrevistas e notícias. “Não existirá jamais um amanhã a não ser que exista um
hoje. Não peças coisa alguma a Deus, senão Deus mesmo. Ama-o gratuitamente -
Sto. Agostinho”
Angélica. T.
Almstadter - por correio eletrônico
Nota da Redação:
Obrigado, leitora. Esperamos continuar recebendo a sua atenção.
Quem é o idiota?
Sem tripudiar,
formulamos votos de feliz recuperação aos senadores Mão Santa, Jereissati e
Artur Virgílio. Como se sabe, estes se encontram em “coma política”, pois
foram atropelados pelo trem do Lula. Virgílio é o que se acha em pior estado
de “saúde política”, pois os valorosos concidadãos do Amazonas deram a Lula
votação colossal, a maior, proporcionalmente falando: 86 votos em cada 100,
desmoralizando o senador que, durante 4 anos, só fez atirar contra o governo
Lula, não poupando nem a pessoa do presidente e envergonhando o povo do
Amazonas. De forma grosseira, mesquinha e primitiva, chegou ao ponto de
ameaçar surrar fisicamente o presidente que, elegante, nunca tomou
conhecimento de sua existência lesa-pátria juramentada e praticante. Baixando
sempre o nível do debate político, Virgílio chamou Lula - leão do Brasil - de
idiota. O tempo é senhor da razão. Agora que o trem do Lula/povo, cuja
locomotiva ostenta a bandeira nacional, passa arrastando em seus vigorosos
vagões 58 milhões de votos, uma pergunta se impõe impiedosamente: Quem é
idiota?
Dilson Pereira -
Porteirinha (MG)
Barões do petróleo
Onde está o Jardim
do Éden,
a dança da
odalisca,
os contos
maravilhosos das l.001 noites?
não há mais dança,
nem contos, nem
jardim
só há cemitérios
famílias
destroçadas.
Barões do petróleo
resolveram dominar
o Iraque
calar seus filhos
sufocar suas
crianças.
Quando a guerrilha
mata um invasor
chamam de
terrorista
mais quando eles
matam, não é,
é pela democracia
que democracia pode
traçar
um caminho com
sangue?
que democracia pode
sufocar
o sorriso de uma
criança?
Luciano de Paula -
correio eletrônico
Segundo mandato
Em tempos de
hipóteses várias sobre a futura equipe do governo Lula, em seu segundo mandato
e, uma vez que “desenvolvimentismo” deixou de ser palavrão, creio que seria
razoável pensar, novamente, na possibilidade de um retorno de Carlos Lessa,
por sua identificação com esse discurso.
Humberto Amadeu -
São Paulo (SP)
Células-tronco
A questão das
pesquisas com células-tronco é, sem dúvida alguma, a mais complexa da
atualidade! Os que as defendem afirmam – e demonstram - que elas serão a
solução para várias doenças graves, tais como: Mal de Alzheimer, Doença de
Parkinson, câncer... O que propõem não é a produção de aberrações, mas a
correção de anomalias. Já os que as criticam temem que a origem da vida seja
reduzida à condição de matéria-prima para a produção de clones, super-raças,
ou que se preste à manipulação do poder econômico, como já ocorre com os
transplantes de órgãos. O temor, justificado, é de que alguns seres humanos
passem a brincar de deus! E há exemplos suficientes de megalomania e estupidez
no mundo - históricos e contemporâneos, dados por cientistas, investidores e
políticos - para acreditarmos nessa possibilidade... A discussão é,
principalmente, ética, mas num universo onde muitos vivem e lucram com a
doença, acenar com possibilidade da cura definitiva ou da melhora de qualidade
de vida é um ato quase divino, no bom sentido.
Adilson L.
Gonçalves - correio eletrônico