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Cartelização dos bancos
mantém spread nas alturas
No estudo “O Spread Bancário Resiste à Queda” o Instituto
de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) afirma que “apesar da taxa
de juros básica da economia estar retrocedendo desde meados de 2005, chama a
atenção o fato do spread bancário geral médio para o período janeiro-setembro
de 2006, 28,8%, estar em patamar acima daquele vigente no período equivalente
de 2004 (28,3%) e de 2005 (28,2%)”.
De acordo com o Instituto, “em que pese o declínio
continuado, embora não intenso, da taxa de juros básica da economia, a Selic,
as taxas de empréstimo ainda continuam elevadas”.
Para o Iedi, a redução do spread bancário é uma um
desafio na área econômica. “Assim os esforços envidados pelas autoridades
econômicas no sentido de reduzir a abertura entre as taxas de aplicação e de
captação, que conformam o spread, não são apenas pertinentes: são prementes”.
No governo Fernando Henrique, o setor bancário passou por
um processo de concentração e desnacionalização. Segundo o economista Nilson
Araújo de Souza, “o spread é alto devido ao forte grau de cartelização do
setor bancário, que aumentou bastante na década de 1990, com a aquisição de
bancos nacionais (estatais e privados) por grupos estrangeiros”.
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