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V Congresso da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil:

“Libertar o Brasil e avançar no desenvolvimento”

Evento que será realizado nos dias 13 e 14 de dezembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo, terá como centro a ampliação de direitos, emprego e renda, afirma o presidente da CGTB, Antonio Neto

“Libertar o Brasil e avançar no desenvolvimento” é o tema do V Congresso da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), que será realizado nos dias 13 e 14 de dezembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo. No evento, será consolidado o processo de unificação da CGTB com a Central Brasileira de Trabalhadores e Empreendedores (CBTE).

“Nosso V Congresso traz a bandeira da mobilização para avançar no desenvolvimento, na unidade sindical, na ampliação de direitos, na luta por mais emprego e renda”, afirmou Antonio Neto, presidente nacional da CGTB e vice-presidente da Federação Sindical Mundial (FSM), convocando os delegados para o encontro. Recordando os êxitos obtidos durante os 20 anos de existência da Central, Neto lembrou que “a entidade foi fundada na resistência contra a ditadura militar e a opressão. Herdeira das bandeiras nacionais do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e da Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat), as nossas principais lutas foram pela soberania nacional, o combate à fome e às desigualdades sociais”.

O sindicalista ressaltou que “honrando o seu papel, a CGTB teve um crescimento muito grandioso nos Estados, em especial neste mandato, ao cerrar fileiras pela manutenção da CLT, do artigo 8º da Constituição, da unicidade sindical por categoria profissional e da manutenção do custeio confederativo e assistencial, elementos fundamentais para a existência e independência de entidades fortes, representativas e livres do poder público e dos patrões”.

“Neste primeiro mandato do presidente Lula, realizamos as marchas a Brasília em conjunto com a CUT, CGT, Força Sindical, CAT e SDS, conquistando mais de 20% de aumento real no salário mínimo, o reconhecimento das centrais sindicais, a criação dos mais diversos Conselhos com a nossa participação direta, garantindo um amplo debate pela manutenção da unicidade e do custeio das entidades, e tantos outros projetos de cunho social que beneficiaram as camadas mais pobres”. “Para dezembro, estamos preparando nova marcha nacional unificada das centrais para retomar o debate da política permanente de recuperação do salário mínimo”, sublinhou.

De acordo com Antonio Neto, “o momento político que vivemos – de acirramento na luta pelo aprofundamento das mudanças que o Brasil precisa – demonstra que a organização e a unidade dos trabalhadores são fatores fundamentais para consolidarmos a construção de um país mais justo, com trabalho e desenvolvimento sustentado”. 

LEGALIZAÇÃO 

Os dirigentes da CGTB e da CBTE também debaterão no V Congresso a legalização das centrais sindicais, com independência e destinação de parte das contribuições sindicais para a sua organização. “É preciso que os trabalhadores participem ainda mais das decisões políticas brasileiras. A central sindical é a forma mais avançada de organização da classe trabalhadora. Fortalecê-la é a principal tarefa da classe operária. Mais ainda: buscar a unidade e a criação de uma instância permanente que reúna o conjunto das centrais, mantendo as suas estruturas, é o nosso desafio e o nosso projeto”, declarou.

Neto acrescentou que, no caso da Previdência, é preciso potencializar o poder de decisão dos trabalhadores sobre o destino dos recursos arrecadados para este fim. “É necessário blindar os recursos arrecadados pela Seguridade Social para impedir que caiam no caixa central e sejam desviados para custear o pagamento de juros à especulação financeira. Os recursos da Seguridade e dos Fundos de Pensão devem ser investidos e direcionados para obras que beneficiem os trabalhadores e ao mesmo tempo garantam a segurança dos investimentos. A ciranda financeira e a especulação – que sugam grande parte destes recursos – não trazem nenhum benefício para os trabalhadores e para o país. Os recursos da seguridade são um ótimo instrumento para viabilizar as PPPs, que se tornariam Parcerias Público/ Previdenciárias, aumentando a capacidade de investimentos do Estado e garantindo o retorno financeiro ao sistema previdenciário”, sublinhou.

Durante os dois dias do Congresso também será realizada a Feira de Solidariedade Pela Erradicação do Analfabetismo, expondo e debatendo inúmeros exemplos vitoriosos neste campo estratégico para o desenvolvimento nacional e à auto-estima da classe trabalhadora. 

ADEMAR COQUEIRO 

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