Lula: “Eles têm pouco a nos
dar conselho sobre meio ambiente, pois desmataram quase tudo”
A
criação do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia, com a
presença de 13 ministérios e coordenado pela Casa Civil, foi apontada pelo
presidente como a grande responsável pela redução de 30% na taxa de
desmatamento da Amazônia detectada pelo Inpe entre 2005 e 2005.
“Nas conferências internacionais, se tomam as mais belas decisões, mas depois
grande parte delas não é implementada por que são incompatíveis com a vontade
e a ganância do crescimento econômico que querem alguns países”, cobrou o
presidente Lula. O presidente lembrou que “eles (países desenvolvidos) têm
pouco a nos dar conselhos sobre cuidar do meio ambiente. Eles só foram
descobrir que era necessário cuidar quando eles desmataram praticamente todo o
seu território”.
Através de medidas de controle e fiscalização, o governo brasileiro conseguiu
a redução de 30% na taxa de desmatamento da Amazônia medida pelo Inpe entre
agosto de 2005 e agosto de 2006. Isso em relação à redução já verificada no
período anterior, 2004-2005, de 32%.
Além disso, o Brasil é um dos poucos países que já desenvolveu tecnologias que
permitem a redução da emissão de gases poluentes na atmosfera do Planeta.
Mesmo não figurando no rol dos países poluidores, o Brasil é pioneiro no
desenvolvimento da chamada energia limpa, ou seja, não poluente.
Entre as iniciativas está o biocombustível, surgido com o programa do álcool
na década de 70 e, mais recentemente, com os combustíveis vegetais (mamona,
soja, entre outras oleaginosas). O governo brasileiro também investiu no
desenvolvimento, pela Petrobrás, do diesel vegetal H-Bio que, não apenas poupa
as reservas de petróleo (que podem ser utilizadas para outros fins que não
combustível) como possui a vantagem de emitir muito menos CO2 do que o diesel
normal.
Além disso, o governo Lula inovou ao incluir, no Plano Decenal de Expansão do
Setor de Energia Elétrica (2006-2015), metas de investimentos que priorizam as
centrais eólicas, hidrelétricas, movidas a biomassa e o barateamento dos
equipamentos para produção da energia solar.
As
mais eficientes ações para reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera
responsáveis pelo efeito estufa (que, de acordo com os pesquisadores do mundo
inteiro, acelera o fenômeno do aquecimento global), estão sendo implementadas,
portanto, pelo Brasil, mesmo apesar de já ter um parque gerador basicamente
movido à água, não poluidor.
MARIANA MOURA