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Manifesto divulgado pelo partido Baas, logo após sentença forjada, contra Sadam conclama:

‘Acelerar derrubada dos fantoches e expulsão dos invasores ianques’

“O partido colocará em prática o plano nacional de emergência para completar a quebra do governo fantoche e liquidar os esquadrões da morte formados pelos EUA”, afirma o Baas

“Hoje os EUA detonaram a bomba, cujos estilhaços irão atingir cada conspirador e todos os colaboracionistas no Iraque e fora do Iraque, através do sentenciamento de nosso secretário-geral, presidente do Iraque e general comandante das Forças Armadas, Sadam Hussein imaginando que o povo do Iraque pode ser afetado por sentenças de morte, que o Baas irá cair de joelhos e fará qualquer acordo a respeito dos resultados da guerra de libertação do Iraque e sobre os avanços em direção à nossa clara vitória”, afirma a declaração do Partido Baas em resposta à sentença de morte emitida pelo tribunal-fantoche contra o presidente do Iraque, Sadam Hussein.

“Essa decisão”, prossegue o comunicado, “será a faísca que irá queimar o que resta da ocupação, seus fantoches e aliados no Iraque! Pela dignidade do povo do Iraque que rejeitou e rejeita qualquer tentativa de submeter a identidade árabe do Iraque, que lutou e combaterá qualquer um que queira causar danos aos símbolos do Iraque e que deteve seus legítimos líderes”.

O Baas, em seu manifesto publicado em 5 de novembro, intitulado “Uma pátria construída sobre os mártires e seu sangue”, declara ainda que “a sentença é nada mais do que uma estúpida tentativa dos EUA de parar a intensificação da Resistência para afetar sua marcha patriótica e liberta-dora, após falharem em encontrar uma personalidade com algum peso que submetesse o Programa Estratégico da Resistência e após seu insucesso em infiltrar e quebrar a Resistência por dentro”.

“A sentença de morte ocorreu quando um consenso patriótico no Iraque foi gerado assegurando que o retorno de sua Excelência presidente Sadam  ao governo será a mais rápida e garantida solução para impor o retorno da segurança, da estabilidade, da independência e a dignidade para o povo e para a Pátria. Esse consenso foi encarnado por mais de mil de mensagens enviadas por líderes tribais, personalidades e movimentos patrióticos que exigiram a liberdade do presidente e de seus camaradas e o seu retorno ao governo pois ele é o presidente legítimo do Iraque, além de inúmeras demonstrações através de muitas cidades iraquianas no Sul, Centro e Norte, carregando retratos de sua Excelência o presidente e entoando ‘Longa vida ao Presidente’”.

“A ocupação que planeja destruir o Iraque com a intenção de dividí-lo está vendo o retorno da soberania no Iraque como uma falha em seus planos. Por essa mesma razão quer se livrar do presidente para evitar o retorno da segurança e da estabilidade e manter o Iraque como uma arena para os seus esquadrões de morte e gangues”.

O comunicado do Baas destaca o “completo fracasso do governo norte-americano” e que “a sentença de morte vem ao tempo em que a Revolução Armada Iraquiana completou as medidas fundamentais garantindo para breve a liberdade do Iraque, através da construção do exército nacional e com o anúncio da República do Iraque livre e independente sob a liderança da Resistência Iraquiana”. 

CORTE IANQUE 

Denunciando que a sentença veio após a recusa de Sadam em “fazer acordos com a ocupação, rejeitando qualquer retorno condicional ao governo que violasse a soberania e a independência nacional do Iraque”. o Baas destacou que ela está “sincronizada com as eleições legislativas dos EUA para ajudar os republicanos, em uma sociedade que tem prazer em execuções e sangue, depois que eles perderam qualquer esperança de vencer. Esse é o porquê da sentença dois dias antes das eleições e isso é mais um prova de que a corte é norte-americana”.

Lembra ainda que os invasores gostariam de “obter um Iraque fácil de controlar através de pressões externas e incapaz de resistir ao retorno do colonialismo norte-americano. O plano dos EUA agora, convencidos de que a libertação está fatalmente próxima, é aceitar um governo fraco a qual falte os componentes da necessária polarização central capaz de unificar várias posições e que possa tomar as decisões históricas e heróicas, devido à ausência da influência e eficiência de Sadam Hussein”.

O partido iraquiano alerta os invasores que caso seja levada adiante a sentença de morte contra Sua Excelência o presidente, “os EUA devem saber que não haverá nenhum tipo de negociação e todo e qualquer contato será rejeitado! Levando o partido à decisão de prosseguir na Resistência até a destruição da presença do império norte-americano em solo iraquiano, sem permitir a retirada das forças dos EUA fazendo-os sangrar até sua queda e colapso total”.  

BLOQUEIO À ZONA VERDE 

“O Partido colocará em prática o plano nacional de emergência especialmente em Bagdá para completar a quebra do governo fantoche, para liquidar os esquadrões da morte e gangues formadas pelos EUA e alcançar o controle das áreas de Bagdá que ainda estão fora de seu controle total” e anuncia que “irá estreitar o bloqueio sobre a Zona Verde e usará de todos os meios para destruir a presença dos EUA, os quartéis da CIA e dos fantoches”.

Conclama as “forças nacionais iraquianas a intensificar sua cooperação, porque a sentença de morte não atinge somente o Baas e sua direção, mas também todo o Iraque e toda a Nação Árabe, especialmente sua identidade Pan-Àrabe. O que é requisitado das forças nacionais é que mostrem sua clara posição sobre o que aconteceu hoje e que a condenem, pois é uma decisão contrária a todo o povo do Iraque”.

“As tribos do Iraque e os líderes religiosos estão requisitados a um posicionamento honroso e em harmonia com as mensagens que enviaram em apoio ao presidente do Iraque e provedor de sua segurança e estabilidade, exigindo sua liberdade e seu retorno a presidência. Hoje é o dia da palavra de honra”.

Por fim se dirige aos “camaradas do Baas por toda a parte da Nação Árabe” para “cuidadosamente lembrar que seus companheiros no Iraque estão esperando muito deles e, acima de tudo, por imediatas demonstrações de massa as mais vastas possíveis em apoio ao presidente e pelo estímulo à opinião pública árabe e às forças nacionais de seus países contra a sentença de morte. As forças nacionais e patrióticas, as personalidades mais destacadas na pátria árabe devem levantar suas vozes contra a sentença de morte independente de suas posições em relação ao presidente e ao Baas. A questão hoje, não é apenas uma questão de um Partido ou de um presidente detido; é acima de tudo a questão do destino de uma Nação sujeita ao genocídio e da qual se quer arrancar a identidade nacional”.

Dirigindo-se aos “heróis das intrépidas Forças Armadas Iraquianas”, o partido conclui seu manifesto: “Hoje vocês são leais à libertação do Iraque; seu povo sofrido está mirando em sua direção pois; vocês são os que nutrem a Resistência, a força que derrotou os EUA! Em breve, no dia da libertação, vocês se erguerão  para executar as ordens de seu comando de libertar o Iraque e tomar controle completo de seu solo e de sua segurança, protegendo seus cidadãos e tomando de volta sua soberania. Mas antes disso tudo, preparem-se para libertar Sua Excelência o presidente, objetivo fundamental para proteger a libertação o Iraque de qualquer tentativa de esvaziá-la de sua base e essência que é a completa soberania da pátria enquanto solo, recursos e destino”. 

Vida longa a Sadam Hussein, líder do Iraque, o engenheiro e arquiteto de sua Revolução Armada!

Vida Longa à Resistência Nacional Armada Iraquiana, que ergue a bandeira da libertação do Iraque e da Nação Árabe!

Vergonha e desonra para os EUA que assassinaram três milhões de iraquianos desde 1991! 

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