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Povo celebra a vitória de Ortega na Nicarágua

Nas eleições presidenciais realizadas no domingo passado, os nicaragüenses votaram pela mudança. A vitória de Daniel Ortega, líder da Frente Sandinista de Libertação Nacional, FSLN, levou milhares de moradores dos bairros de Manágua às ruas com bandeiras nacionais e vermelhas e pretas do sandinismo.

“Vivemos um novo momento. Vamos ganhar as eleições. Nosso povo rejeita as tentativas de manipulação e se espelha no exemplo de irmãos nossos. Queremos um país com FOME zero, com desemprego zero, com mais educação, com liberdade e soberania”, afirmou Daniel, em declarações no final da tarde da segunda-feira.

Uma caravana de veículos de vários quilômetros percorreu as principais avenidas da capital Manágua, aplaudida pelos pedestres que soltavam fogos de artifício e organizaram festas espontâneas, mobilizados pelas informações do Conselho Supremo Eleitoral, CSE, que mostravam o favoritismo sandinista.

Depois da derrota eleitoral do governo da Frente em 1990, provocada pela ingerência criminosa dos Estados Unidos, a Nicarágua teve um forte retrocesso em seu desenvolvimento. Hoje, é o segundo país mais pobre da América Latina, depois do Haiti, com 54% de desempregados e 60% da população abaixo da linha de pobreza.

Apesar da campanha de medo realizada pela embaixada norte-americana e funcionários enviados ao país centro-americano que plantavam insistentemente na mídia capacha local que Daniel Ortega representava a violência, a guerra, o enfrentamento entre irmãos, o povo votou para eleger a FSLN no primeiro turno.  

SANDINO 

“O que queremos é trabalho e paz”, “Sandino, a Nicarágua está contigo” (em referencia ao herói da independência nacional, Augusto César Sandino), eram consignas cantadas nas ruas.

Inconformado com a demonstração dos eleitores nicaragüenses, em aberta ingerência nos assuntos internos do país, George W. Bush enviou uma missão integrada por funcionários do Departamento de Estado. Na sexta-feira, dia 3, com a missão chegou Oliver North, tenente-coronel aposentado da marinha dos EUA (que contrabandeou dinheiro para os mercenários a serviço da CIA na Nicarágua quando atuava como conselheiro de segurança nacional durante a administração Ronald Reagan – 1981 a 1989- e dirigiu por cinco anos operações ilegais na América Central. As famigeradas operações ‘’Irã-Contras’’, rede terrorista de abastecimento militar à contra revolução nicaragüense).

North depois de todos os seus crimes contra o povo da Nicarágua teve a cara de pau de emitiu uma mensagem de apoio a candidato da Aliança Liberal Nicaragüense, Eduardo Montealegre. Não adiantou, o capacho ficou em segundo lugar.

Até o fechamento desta edição, Daniel Ortega, com 40.43 por cento das Juntas receptoras de Votos (JRV) apuradas, encabeçava os resultados preliminares da eleição, com 40.1 por cento dos votos. Eduardo Montealegre, candidato da Aliança Liberal Nicaragüense  vinha depois com 32.72 por cento, de acordo com o terceiro informe do Conselho Supremo Eleitoral (CSE).

A legislação eleitoral nicaragüense estabelece que um candidato pode ganhar no primeiro turno com o 40% dos votos ou com 35% desde que obtenha cinco pontos percentuais de vantagem contra o segundo colocado.

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