Líder espiritual de Bush faz confissão de seu envolvimento com drogas
O pastor e
conselheiro da Casa Branca, Ted Haggard, renunciou de seu cargo de presidente
da Associação Nacional de Evangélicos dos EUA após admitir ter comprado
anfetamina e ter contratado um garoto de programa, Mike Jones, para lhe fazer
massagens.
Jones afirmou, na
semana passada, que Hoggard o pagou para manter relações sexuais com ele
durante três anos. Ele disse que se sentiu traído e magoado após saber que a
pessoa que ele conhecia como “Art” era na verdade um destacado pastor
evangélico que clamava contra o casamento entre homossexuais em suas aparições
na TV.
A Associação
Nacional dos Evangélicos engloba 60 denominações cristãs, com 45 mil igrejas
em todo o país. Representa cerca de 30 milhões de fiéis.
Haggard era
considerado um símbolo para o movimento evangélico e para as causas
conservadoras, e um dos principais cabos eleitorais de Bush.
O Conselho de
Supervisão da Igreja Nova Vida, da qual Ted era pastor, emitiu comunicado no
sábado declarando que “a investigação e as declarações públicas do pastor
Haggard demonstraram sem dúvida nenhuma a existência de uma conduta sexual
imoral”.
A revista Time
incluiu Haggard, 50 anos, casado e com cinco filhos, em sua lista dos 25
dirigentes evangélicos mais influentes.