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Condenação a Emir Sader transforma em réu “defensor dos agredidos”, diz manifesto O acadêmico e jornalista Emir Sader está sendo condenado por ter criticado em artigo declarações racistas do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC). Mais de cinco mil personalidades brasileiras e internacionais já assinaram o manifesto em repúdio à condenação Mais de 5 mil personalidades brasileiras e estrangeiras, entre escritores, cientistas, professores universitários, teatrólogos, cineastas, compositores, intérpretes e jornalistas já assinaram o manifesto em solidariedade ao acadêmico da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), escritor e colunista da Carta Maior, Emir Sader, em repúdio à condenação sofrida por ele por processo de injúria movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC).
Em seu artigo, Emir Sader se referia a uma manifestação do senador feita dois dia antes, quando, ao ser questionado em um evento com empresários se estava desencantado com a crise política, Bornhausen respondeu: “Desencantado? Pelo contrário. Estou é encantado, porque estaremos livres dessa raça pelos próximos 30 anos”. “Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio - de fascistas e banqueiros - sabe-se que é usual referir-se ao povo dessa maneira - são “negros”, “pobres”, “sujos”, “brutos”, - em suma, desprezíveis para essa casa grande da política brasileira que é a direita - pefelista e tucana -, que se lambuza com a crise atual, quer derrotar a esquerda por 30 anos, sob o apodo de “essa raça”, afirmou Emir em seu artigo. CONSTITUIÇÃO Na apresentação de sua defesa o advogado de Emir Sader diz que ao usar o termo racismo, o colunista “não visou ofender a honra nem subjetiva nem objetiva do senador, mas sim fazer uma crítica a um parlamentar que fez uma declaração pública, perante a mídia, com termos preconceituosos”. “O prof. Emir Sader apenas exerceu o direito à livre manifestação e à crítica, salvaguardado na Constituição”, disse o advogado. Como afirma o manifesto em solidariedade a Emir Sader, a sentença “é um despropósito: transforma o agressor em vítima e o defensor dos agredidos em réu”, além de ser “uma ação que visa intimidar e criminalizar o pensamento crítico”. Entre os mais de 5 mil signatários do documento estão nomes como Antonio Candido, Luiz Fernando Veríssimo, João Cândido Portinari, Augusto Boal e Eduardo Galeano. Abaixo, a íntegra do manifesto. |