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Cartas

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FHC na festa do Chuchu

Provavelmente esta carta, se for publicada, será depois da eleição do segundo turno, mas mesmo assim não deixo passar batido a fala do ex-presidente FHC numa festa tucaneira. Fico perplexo ao ouvir um sociólogo que passou pela Sorbonne falar tanta abobrinha na festa do Chuchu. Chamar petistas de nazistas é de uma baboseira de porta de boteco. Nazistas mesmo são seus aliados do PFL. Quem não se lembra de Jorge Bornhausen falando em afastar “essa raça” por  anos, fazendo alusão aos petistas? Chamar Lula de fanfarrão foi outra bobagem do tamanho da língua de FHC, aliás quando ele morrer seu corpo irá no caixão, mas a língua vai numa carreta. Sobre fanfarrice FHC já fez história. Quem não se lembra nos anos 80 quando candidato à prefeitura de São Paulo, poucos dias antes das eleições, sentou-se risonho na cadeira de prefeito? Jânio Quadros ganhou e aplicou inseticida na tal cadeira.

Lair Estanislau Alves - Belo Horizonte (MG) 

Abutres norte-americanos

Às vésperas da derrota no Iraque, o desespero se abate sobre os abutres norte-americanos que, num gesto de completa insanidade, propõem o assassinato de Sadam. Custa-me acreditar em tamanho desatino, pois isso significa aos Estados Unidos assinar a própria pena de morte. É esperar para ver. Viva Allah!

Marcos Serafim - Santos (SP) 

Cretinice de Bush

Seria impossível imaginar-se cretinice maior do que a patrocinada pelo governo Bush para julgar e condenar Sadam Hussein. Bush, este sim, é digno da pena de morte seguida de esquartejamento. Muito menos pelo fato de ter matado milhares de iraquianos e soldados americanos com o objetivo, fracassado, de apoderar-se do petróleo iraquiano sob a mentirosa e desmascarada alegação de Sadam possuir armas de destruição em massa. Bush, se enforcado e esquartejado, seria mais que merecido, tão somente, pelo fato de se negar a assinar o Protocolo de Kyoto sob a justificativa infame de que a despoluição da terra, dos mares e dos céus seria bom para o mundo, mas não para a economia dos EUA tendo em vista que causará grandes prejuízos aos interesses das indústrias poluentes americanas.

Oswaldo Catan - São Paulo (SP)

Cinismo dos EUA

A condenação de Sadam Hussein à morte servirá apenas para aumentar a temperatura política e os índices de violência no Iraque, um país que hoje em dia, em que pese a cínica e sistemática negativa do governo norte-americano, encontra-se envolto em uma sangrenta guerra civil. Sadam Hussein será imediatamente alçado à condição de herói, gerando um novo alento na luta contra as forças de ocupação.

Júlio Ferreira - Recife (PE) 

Paz no Oriente Médio

A paz no Oriente Médio passa pela Palestina que, infelizmente, não pode mais vivê-la na sua plenitude devido às usurpações de terras e propriedades, sequestros, prisões, torturas, humilhações e mortes dos seus filhos legítimos. A última maldade que os judeus perpetraram contra os palestinos foi em relação às mulheres que, desarmadas e numa passeata exigindo seus direitos, foram atacadas e alvejadas, sendo que algumas chegaram a morrer ou ficar bastante feridas. A cruz eterna de Jerusalém, imposta pelos judeus, continua sendo carregada, antes pelo Profeta Issa - Jesus Cristo - e hoje pelos palestinos. Como o grande e imortal líder palestino Yasser Arafat dizia: “aquilo que vocês chamam de Israel, é o lugar onde eu nasci”.

Fernando Al-Egypto - Rio de Janeiro (RJ) 

Todos iguais

Não que isso seja uma regra absoluta, mas é muito comum encontrar pessoas arrogantes na chamada “alta” sociedade. Parece que nesse meio o poder aquisitivo “compensa” quase tudo o que é considerado inaceitável e de baixo nível em outros âmbitos. É um misto de falta de educação e desprezo pelo próximo, quase sempre acompanhado de um descompasso gritante entre o que se diz e o que se faz. Ícone da alienação arrogante, elitista e oportunista ele se acha no direito “sagrado” de criticar e condenar qualquer um que pense diferentemente de suas crenças, mesmo que sua opinião não seja solicitada. No seu cotidiano pode cometer toda espécie de grossuras e inconseqüências, mas não vê nenhum mal nisso: Só é errado nos outros, de fato ou, preferencialmente, a priori. Bem, mas pessoas são pessoas independentemente de credo, raça ou condição social. Assim, não importa o caso, qualquer um que se ache “superior” a ponto de se crer no direito de incomodar, humilhar ou ameaçar seus semelhantes, sobretudo os mais humildes, é a negação de tudo o que aparenta ou prega. É duplamente uma propaganda enganosa.

Adilson L. Gonçalves - correio eletrônico

 

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