“Ética” do Jardim América
É animador
constatar que o Brasil vive uma “febre” de busca incessante pela ética e
moralidade. Desvios de conduta na vida pública não serão mais tolerados e sim,
punidos. A vanguarda nessa busca, como não podia deixar de ser, é a classe
média paulistana, portadora de reputação ilibada quando o assunto é o bem
comum e o interesse coletivo. Ora, isso é comprovado pelos números do primeiro
turno das eleições. Nos bairros de Indianópolis e Jardim América, para dar
dois exemplos apenas, os candidatos Serra e Alckmin conseguiram amealhar cerca
de 70% dos votos destes locais, para os cargos os quais disputam. O recado é
claro: os auto-intitulados “cidadãos de bem” exigem a maior lisura e
“qualidade ética” nas relações sociais e políticas. Prova disso é que, no 2º
turno, estes privilegiados nos campos moral e material comparecerão às urnas
devidamente munidos de certidão negativa emitida pela Receita Federal,
atestando seu compromisso ético e tributário. Alguns, mais afoitos, portarão
as guias do INSS que comprovam que os recolhimentos e contribuições devidas
estão em dia. Exemplo a ser seguido. Para ficar apenas nos dois bairros
referidos acima: se caso pudéssemos ver os votos destes eleitores, quantos
deles não teriam contribuído para a consagradora eleição do - carinhosamente
chamado - “nefasto” ?
Humberto Amadeu
Capellari - correio eletrônico
Fantasma de FH
Fiquei
impressionado com aquela boca de Pato Donald do Alckmin durante o debate. Como
carioca, não tinha tido ainda a oportunidade de vê-lo, pois não tive interesse
em assistir debates sem graça como aqueles que envolveram Cristóvam, Heloísa e
o ex-governador paulista. Com a presença de Lula, prostrei-me em frente à TV
para apreciar o que me parecia ser um bom duelo. Além de nervoso, raivoso e,
em vários momentos, desrespeitoso com o presidente Lula, bastou-me olhar para
aquela boca mole para que o fantasma de Fernando Henrique viesse me assombrar
novamente. Desliguei a TV, assustado e convicto de que o Brasil não merece
esses irmãos metralhas de volta. Meu voto é Lula.
Paulo Marcondez -
Rio de Janeiro (RJ)
Sanguessugas e PSDB
Os valores se
inverteram de tal forma que candidatos com trabalho realizado em diversas
comunidades não foram eleitos. As montagens eletrônicas, os blogs, a imprensa
escrita e televisiva, as novelas, etc., são instrumentos de domínio da elite.
A classe menos favorecida fica à mercê destes mecanismos de convencimento que
invertem as colocações dos fatos e omitem os resultados de quem realmente faz.
Nossos representantes legítimos, ao contrário, mesmo com trabalho realizado e
com programas sociais que contemplam as camadas mais pobres, recebem a fama de
utópicos, sonhadores, como se fosse crime crer no trabalho e na mudança dos
rumos. Isso é lavagem cerebral. Não podemos esquecer que a mudança está nas
nossas mãos. Eu fiquei pasmo com a dinheirada que a direita gastou comprando
votos. Agora a direita está desesperada tentando retomar o governo federal e
ela, sim, é capaz de tudo nesse momento para impedir a reeleição de Lula. Se a
compra do dossiê é grave, o esquema dos sanguessugas é muito pior: são 500
prefeituras envolvidas, com apenas uma do PT. A direita manobra tudo a seu
favor, mas deixa abafado o conteúdo do crime maior: o superfaturamento de
ambulâncias, envolvendo principalmente o PSDB e o PFL. Tenho esperança na
sabedoria do povo. Dependemos dela agora para separar o joio do trigo.
Álvaro Maciel - por
correio eletrônico
Barbárie dos pilotos
O povo brasileiro
está perplexo e enlutado pelo trágico acidente ocorrido nos céus do país
envolvendo uma aeronave com 154 cidadãos. O que mais choca e causa revolta
popular é o fato desta tragédia ter como pivô da provável causa dois
norte-americanos que faziam teste em sua aeronave, talvez ligando e desligando
botões como dois inexperientes e infantis pseudo-pilotos. A eles o rigor da
justiça do Brasil. E por que não são mostrados na imprensa, não dão
entrevistas e explicações ao povo do Brasil sobre esta barbárie? A embaixada
americana não tem o direito de resguardar a imagem de dois supostos
criminosos. Imagine se este fato lamentável ocorresse nos Estados Unidos e
dois brasileiros com seu pequeno jato se chocassem com um boeing da America
Airlines e derrubassem o mesmo com mais de 150 americanos? Certamente estariam
em cárcere privado passando fome, sofrendo ameaças, com assédio moral e
psicológico, sendo insultados constantemente. Seriam mostrados em toda mídia e
suas imagens estariam no corredor da corte marcial. Nós, brasileiros cidadãos,
exigimos esclarecimentos destes dois pseudo-pilotos sobre o ocorrido. Que
Justiça seja feita a todo vapor contra o ou os culpados!
Célio Borba -
Curitiba (PR)