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Cartas

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Entrega do Banespa

O primeiro passo para a privatização tucana ocorrida no Estado de São Paulo foi a federalização do Banespa, da Fepasa, dos aeroportos, parte de ações das empresas energéticas. Depois, foi criado o PED (Programa Estadual de Desestatização). A partir daí, os governos do PSDB-PFL operaram o desmonte do setor energético e implantaram a política de concessões de rodovias. Assim foi entregue o Banespa, com um patrimônio líquido de 11 bilhões e 28 bilhões em ativos, com 573 agências, 771 postos de atendimento e 3,1 milhão de clientes.

Sólon Dias dos Santos - São Paulo (SP) 

Tiro pela culatra

A grande imprensa no Brasil atua como partido político. Não precisa ter QI elevado para perceber essa parcialidade. No governo FH atuaram como oposição. Diante dos atos corruptos do governo FH, o noticiário era muito discreto, comentavam com doses de cuidado. Mas no governo Lula atuam com escracho e execração pública, teve até herói-bandido e delação premiada. Nas tais CPIs tinham inquisitores que lembravam os tempos medievais, regime de exceção e outras coisas mais. Faziam terrorismo verbal, às vezes era inquisitor sem nenhum quesito de moralidade, mas para a grande imprensa era o mais puro da política nacional. Quebraram a cara. A farsa durou pouco. O tiro saiu pela culatra. Deram inúmeros tiros no pé. Basta lembrar a lista de Furnas. No sanguessuga estão atolados até o pescoço. Lula deu liberdade à PF e ao MP para investigar, indiciar e punir culpados.

Lair E. Alves - Belo Horizonte (MG) 

Hemoderivados

Li recentemente a notícia de que o Brasil caminha para a auto-suficiência no setor de hemoderivados, e que o Ministério da Saúde e a Hemobrás, Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia, estão fornecendo equipamentos aos postos de doação para agilizar a captação do sangue e seu armazenamento. Dizia a matéria que o Brasil gasta nos dias de hoje US$ 130 milhões com a importação de fatores sanguíneos que ajudam na coagulação do sangue de hemofílicos e que, com os novos investimentos, os materiais deverão ser produzidos aqui, gerando empregos, economizando dinheiro e garantindo que o país possa suprir sozinho essa área fundamental da Saúde, garantindo acesso à todos, como determina nossa Constituição. Como médica, gostaria de parabenizar o governo e a todos os envolvidos nessa iniciativa, pois é um modelo a ser seguido pelo mundo já que, infelizmente, em muitos países que se auto-intitulam de “primeiro mundo”, os bancos de sangue são privados, e não públicos como aqui, o que torna inacessível o atendimento a um imenso contingente da população e ainda transforma os doadores em vendedores de sangue. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma multidão de desempregados se dirige aos bancos de sangue para vender a única “mercadoria” de que dispõe e, em troca, receber um dinheirinho para sobreviver.

Lúcia M. B. Ferreira - São Paulo (SP) 

Desenvolvimento regional

O Estado de São Paulo tem 645 municípios dispersos entre si e não integrados, de forma concreta, com o governo central do Estado. Existem diversas tentativas de integração entre os municípios via os consórcios, câmaras de desenvolvimento regional, agência regional de desenvolvimento, regiões metropolitanas etc. São experiências locais, algumas bem-sucedidas e outras nem tanto. Acredito que o governo central do Estado deveria criar os “governos regionais”, utilizando de sua força política, da autoridade do governador, das necessidades das populações locais, das verbas do orçamento público, das políticas tributárias, dos serviços públicos de responsabilidade do Estado. Neste sentido, é que proponho os “governos regionais”, que funcionariam por meio dos seguintes conceitos: descentralização da “máquina administrativa” estadual; planejamento estratégico regional, com o envolvimento dos diversos atores: prefeitos, parlamentares, empresários, trabalhadores, sindicatos, organizações não-governamentais e os representantes do governo do Estado nas diversas áreas de responsabilidade, como saúde, educação, segurança pública, agropecuária, orçamento público, coleta de lixo, desenvolvimento econômico, abastecimento de água e coleta de esgoto, habitação, transportes, esporte, cultura e lazer, presídios, Febem; criação e reconhecimento das “capitais regionais”.

Vanderlei Siraque, é vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e membro da Comissão de Relações Internacionais da Alesp - São Paulo (SP) 

Baixarias de fazer corar

Gostaria de pedir algum controle ou uma censura mais rígida para os meios de comunicação deste país, principalmente para as novelas da TV Globo, cujas baixarias chegam a arrepiar. Além de um festival de depravações de fazer corar quem tem criança em casa, agora temos que acompanhar um festival de diálogos baixos, de xingamentos, ofensas e palavrões de um absoluto mau gosto. É um desrespeito às famílias e, principalmente, deseduca completamente as futuras gerações.

Flávio Alcântara - Santos (SP)

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