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Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Pesquisas em SP Estranho como mesmo com Lula subindo rapidamente, nesses institutos de “pesquisas” o quadro ao governo do Estado de São Paulo não sofre absolutamente nenhuma alteração, nenhumazinha, com Serra liderando desde o início das “pesquisas”. Na amostragem da minha vizinhança, por exemplo, onde consultei - sem que o voto fosse estimulado, ou seja, sem citar nomes de candidatos - homens e mulheres de várias faixas etárias, o resultado foi unânime: todo mundo ainda está na dúvida quanto ao voto para o governo de São Paulo. Mesmo considerando a margem de erro, de três pontos para cima e três pontos para baixo, consensual mesmo na minha vizinhança apenas o nome de Lula à Presidência. Incrível como mesmo com um verdadeiro exército de indecisos, segundo os institutos, a subida de Lula não altera em nada a corrida eleitoral em São Paulo. De duas uma: ou os institutos falseiam os dados, ou meus vizinhos, grandes amigos desde a infância, mentem descaradamente. Ernesto Alencar - São Paulo (SP) Verdade veio à tona A vergonhosa e, a meu ver, exagerada condenação do HP - sendo forçado a ocupar meia capa fazendo propaganda de José Serra na edição de 30 de agosto - acabou resultando em uma peça involuntariamente humorística: sobre o fundo tenebrosamente negro ( representando, talvez, o futuro do Estado de São Paulo?) a seguinte inscrição: “(...) como prefeito de São Paulo (...) acabou com as “escolas de latinha”(...)”. A verdade veio à tona, na forma de “fogo amigo”: “(...) O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), disse ontem que ainda há escolas de lata na cidade de São Paulo e que pretende acabar com elas até o fim de Setembro deste ano (...)” - Jornal do Commercio, 31/08. Serra irá solicitar direito de resposta aos jornais que publicaram a fala de Kassab, ou dirá que houve distorções nas informações apresentadas em seu direito de resposta, publicado no HP? Humberto Capellari - São Paulo (SP) Cálculo mirabolante Recentemente, o candidato ao governo do Estado, José Serra, sacou da manga um cálculo mirabolante sobre o custo de uma família assentada pela Reforma Agrária: 40 mil dólares. Entretanto, o pesquisador Sérgio Leite, da UFRJ, chegou a um número diferente após analisar assentamentos de 15 Estados brasileiros: o custo é de pouco mais de 30 mil reais. Sendo que cada lote garante ocupação para três trabalhadores, em média. Na indústria, o investimento para criar o mesmo número de empregos, por intermédio do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), passa de R$ 40 mil. No comércio, seria preciso mais de R$ 60 mil. E no setor de serviços, cerca de R$ 75 mil. Ou seja, a reforma agrária possibilita uma forma de geração de emprego barata e, parafraseando o José Gomes da Silva, grande defensor da Reforma Agrária e Secretário da Agricultura no Governo Montoro, ainda proporciona casa e comida. Como trabalhador do Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo), Fundação ligada à Secretaria da Justiça, que além de cuidar da regularização fundiária no Estado, presta assistência técnica aos assentados da reforma agrária e que garante que não estamos jogando dinheiro fora, mas sim construindo uma política pública da maior importância e de grande alcance social, capaz de articular até mesmo ações governamentais na área da saúde, educação, previdência social, etc., mesmo com toda a má vontade do Governo Estadual, principalmente durante a gestão do Picolé de Chuchu Alckmin. Luiz Carlos Paçoca - São Paulo (SP) Felipe Massa Pode-se dizer que o imprevisível acontece na vida e em tudo que se possa imaginar neste mundo. O efeito negativo que afetou Schumacher acabou favorecendo o Felipe Massa, que provou ser um excelente piloto e promete ser um grande campeão como Ayrton Senna, Nelson Piquet e Fittipaldi. As grandes revelações acontecem de forma não convencional, e isso que dá vida ao esporte ou a qualquer atividade humana. As situações desfavoráveis para uns se revertem em favoráveis para outros e, assim, os fatos vão rolando. Paulo Hirano - Curitiba (PR) Baile na Argentina Enfim, veio a primeira prova de fogo de Dunga: um clássico contra a Argentina! O clima entre jogadores brasileiros e argentinos, que nunca foi lá essas coisas, estava ainda mais acirrado por conta dos desentendimentos entre Adriano e a ala portenha da Internazionale de Milo; e do imbróglio envolvendo Tévez, Mascherano e Leo, no Spor Club MSI... Havia algo de explosivo no ar e, ironia do destino, o jogo estava marcado para o novo campo do Arsenal... Só faltava alguém acender o pavio e sair correndo, para escapar dos estilhaços! Dunga parece estar “acertando a mão” mais rápido do que o mais otimista dos torcedores poderia imaginar. De fato, a seleção jogou mais solta, coletiva e criativa. Mesmo os que haviam jogado “travados” durante a Copa mostravam qualidades.
Adilson L.Gonçalves
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