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Lula: elite perseguiu “Getúlio, Juscelino e Goulart porque eles eram presidentes próximos do povo” Em sua visita à Goiânia no último fim de semana, onde fez comício e recebeu o apoio do PMDB estadual, o presidente Lula afirmou que seus antecessores históricos que tiveram ligação forte com o povo foram todos atacados pelas elites conservadoras. “Obrigaram Getúlio Vargas, o presidente mais próximo do povo, a se suicidar. Passaram o tempo todo espinafrando o presidente Juscelino Kubitschek e hoje todos reconhecem nele um grande estadista. Empurraram o regime parlamentarista no João Goulart. Tudo porque eram presidentes próximos do povo”, denunciou. “Tentaram fazer o mesmo comigo”, disse. “O que eles não contavam é que esse governo tivesse uma ligação tão forte com os movimentos sociais”. “Eles estão loucos, estão nervosos”, afirmou Lula, enfatizando que “a classe trabalhadora chegou ao poder no país e chegou para ficar, para mostrar que tem competência e tem mais experiência”. “Eu não sou produto das elites políticas do país. Sou produto das greves operárias de 1978, da convivência com os sem-teto e com os sem-terra”, frisou. Sobre o FMI, ele informou que tomou a decisão de romper com a “submissão” do país ao órgão porque “o Brasil queria fazer uma coisa, o FMI metia o dedo. O Brasil queria fazer outra, o FMI dizia não. Eu disse: ‘Ô, FMI, toma aqui o seu dinheiro, vai cuidar de outro quintal’”. Lula ironizou também, durante o comício, o fato de seus adversários lhe cobrarem “o que eles próprios não fizeram em quinhentos anos”. Em seguida, o presidente citou alguns dos principais avanços de seu governo, como o aumento do poder de compra da população, a redução do preço da cesta básica de alimentos e dos materiais da construção civil, além da conquista da estabilidade econômica. Ele defendeu ainda sua política exterior. “Me atacaram porque eu viajei, eu viajei, eu viajei, eu viajei. Viajei porque antigamente, quando os EUA espirravam, nós pegávamos pneumonia. Agora, quando os EUA espirram, eu digo: saúde, muito obrigado, não precisamos do dinheiro de vocês”. Ele informou que, ao contrário de quando assumiu a Presidência, o maior parceiro comercial do Brasil é a América Latina e não mais os EUA. |