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Multinacional Tecumseh é intimada a se explicar à DRT sobre coação e chantagem em São Carlos

A pedido do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, Rosalino de Jesus Barros, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, determinou que a multinacional Tecumseh se fizesse presente à mesa-redonda, no último dia 5, para responder às denúncias sobre práticas anti-sindicais.

A audiência foi presidida pelo delegado regional do Trabalho (DRT) no Estado de São Paulo, Márcio Chaves, e contou com a presença do subdelegado regional do Trabalho de São Carlos, Antonio Valério Morillas Junior e da doutora Ivana Paula Cardoso, procuradora do Ministério Público do Trabalho, que exigiram a suspensão imediata da chantagem de demissão em massa de 1.200 funcionários que paralisaram suas atividades para garantir o pagamento da primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

“Vamos manter os trabalhadores organizados, porque durante a audiência não foi decidido nada. A empresa mandou representantes que não têm poder de decisão para tentar empurrar o drama com a barriga. Além do fim das demissões, exigimos o pagamento da 2ª parcela da PLR”, afirmou Rosalino, que também preside a Central Brasileira de Trabalhadores Empreendedores (CBTE), em processo de fusão com a CGTB. O líder metalúrgico denunciou que “a chantagem que a direção da empresa vem praticando é um crime contra a organização dos trabalhadores e mais do que nunca é preciso ter o Ministério do nosso lado para barrar este tipo de comportamento”.

Uma nova audiência está marcada para os próximo dias, quando a multinacional terá de responder pelos crimes que vêm cometendo contra a liberdade sindical e os direitos dos trabalhadores. 

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