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SP: Mais de 20 mil já firmaram contra a privatização da Linha 4 do metrô

Em poucos dias de coleta, a campanha contra a privatização da Linha 4 do Metrô paulista já conta com mais de 20 mil assinaturas, demonstrando o crescente apoio popular à luta dos metroviários, que denunciam que a entrega do trecho Vila Sônia-Morumbi à iniciativa privada ocasionaria “graves prejuízos  econômicos e sociais” para usuários e funcionários.

“Estamos contentes porque a população tem compreendido as nossas preocupações. Queremos que o governo do Estado cumpra o que está na lei: é dever do Estado garantir um transporte público e de qualidade e um direito do cidadão”, destaca Flávio Montesinos Godoy, presidente do Sindicato.

Conforme Godoy, o artifício utilizado pelo governo paulista para privatizar a Linha 4 é a implantação da primeira Parceria Público Privada (PPP) do Estado. De acordo com o contrato, denunciam os metroviários, “o setor público (governo estadual) investirá US$ 922 milhões no empreendimento (73% do total) e ainda investirá na modernização e ampliação da Linha C da CPTM, enquanto a iniciativa privada se responsabilizará apenas por 27% (US$ 340 milhões)”.

No começo de agosto, o governo estadual tentou vender o novo trecho por meio de um edital, que de acordo com o Sindicato está cheio de irregularidades. Enquanto o Ministério Público do Estado analisa o caso, o negócio encontra-se paralisado.

Para o Sindicato, os principais prejuízos da “venda” são o aumento na tarifa (que tem crescido nos últimos anos), demissões (já que o novo comprador poderá contratar mão de obra mais barata –terceirizada), alteração de jornada de trabalho (além de salários mais baixos, a carga horária será maior), os trens vão circular sem operadores; haverá apenas um funcionário por estação; o corpo de segurança será reduzido; não haverá concurso público para ingresso de metroviários na Linha 4 – Amarela e o acordo coletivo dos metroviários não será respeitado pela empresa privada. Não há dúvida de que caso a privatização fosse consumada, adverte Godoy, “haveria precarização nas relações de trabalho e queda na qualidade dos serviços prestados aos usuários”.

 

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