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Congresso de 7 milhões de trabalhadores ingleses na base vaia Tony Blair e exige “renúncia, já!” O primeiro-ministro britânico,Tony Blair, foi vaiado e interrompido por uma manifestação de repúdio com dezenas de faixas, e coros de “Blair, Fora” ou “Vá embora, já”, exigindo sua renúncia, quando tentava pronunciar o tradicional discurso de chefe de governo na abertura do congresso anual da central sindical britânica Trade Union Congress (TUC). Muitos delegados abandonaram a sala em sinal de protesto. Na segunda-feira, dia 11, no centro de conferências de Brighton (no sul da Inglaterra), onde ocorreu o importante evento dos trabalhadores, muitos delegados agitaram também cartazes nos quais estava escrito “Tropas, fora”, em referência aos soldados que o capacho inglês de Bush mantém no Iraque e no Afeganistão. Vários sindicalistas se retiraram da sala. Um deles foi o secretário geral do Sindicato dos Transportes (RMT), Bob Crow, que perguntou: “Que sentido tem perder o tempo escutando alguém em quem não se pode acreditar nada do que diz?’’ Crow denunciou que Blair prometeu quando estava na oposição - e sabia que a população não escolheria nenhum candidato capacho e neoliberal - “uma estrada de ferro de propriedade pública, uma política exterior soberana e leis trabalhistas justas”. Porém, prosseguiu o líder sindical, Blair “só tem feito privatizações, guerras ilegais e o ostenta o ‘orgulho’ de que o Reino Unido tenha a legislação anti-sindical mais dura e atrasada da Europa Ocidental”. O movimento sindical britânico, reunido na central TUC (Trade Union Congress), possui relações muito antigas com o Partido Trabalhista, que levou Tony Blair à chefia do governo. O TUC reúne 66 sindicatos nacionais, com cerca de 7 milhões de filiados na base. Blair teve que declarar na semana passada que renunciará ao seu mandato o ano que vem, embora não tenha ainda fixado data, como exigem muitos deputados do Partido Trabalhista. Oito altos funcionários do governo, inclusive vice-ministros e parlamentares, se afastaram em repúdio à política do primeiro-ministro e cresce o levante no Partido Trabalhista para evitar um desca-labro eleitoral em 2007, quando haverá eleições em Gales e Escócia e municipais na Inglaterra. |