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Sadam aos colaboracionistas em sessão da corte-farsa: “Nós vamos esmagar vocês”

Em pleno tribunal-farsa de Bush, fase 2, o presidente Sadam Hussein, na querta-feira, 13,  dirigiu-se ao “procurador”-geral fantoche e às “testemunhas” por este convocadas e, diante dos embustes, afirmou: “nós vamos esmagar vocês”. Na fase 2, a farsa é acusar o governo do Iraque de cometer “massacres” porque seu exército correu da fronteira com a quinta-coluna, travestida de “curda”, que lutava do lado do Irã na guerra Irã-Iraque.

O anúncio feito por Sadam deixou os colaboracionistas em polvorosa, e o “procurador”-geral, um certo Munqith Al Farum, até se indispôs com o “juiz”-chefe, considerando-o benevolente em demasia. Afinal, eles estavam ou não estavam a salvo dentro da “Zona Verde”, o que QG dos americanos em Bagdá”?

“Vocês são agentes” do inimigo, completou Sadam. “No mundo inteiro, o exército do país intervém, quando há uma sedição”, reiterou o presidente. “Na história moderna do Iraque, precisamente entre 1961 e 2003, o que está ocorrendo no norte do Iraque é considerado uma sedição”. Ele denunciou que o objetivo do julgamento-farsa “é tentar criar tensões entre o povo iraquiano. Eles tentam criar divisão entre curdos e árabes”. Na semana passada, o “presidente” curdo retirou as bandeiras iraquianas e as substituiu por símbolos do separatismo. 

PATRIOTAS 

Como Sadam já apontou, a maioria dos curdos iraquianos lutou do lado da sua pátria e sempre houve curdos em postos-chaves no exército iraquiano e no governo. Essa afirmação é confirmada por testemunhos, da época da guerra, na década de 80, de jornalistas estrangeiros descrevendo essa participação curda no exército iraquiano. Al Farum lamuriou-se que o “juiz” estava deixando Sadam falar muito, e até pediu sua renúncia. Já o “juiz” disse que a lei islâmica é que manda ouvir as duas partes.

Sadam também exigiu que supostos “documentos de identidade” de parentes da “testemunha” Ghafur Abdala, que este disse terem sido encontrados em um ossário de Mossul, fossem investigados por peritos independentes, de “países neutros”, por exemplo “a Suíça”. Na primeira parte do tribunal-farsa, sobre Dujail, houve uma enxurrada de documentos falsos.

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